
Tinha 23 anos e uma vida pela frente. Beatriz Lebre, natural de Elvas, era licenciada em Psicologia pelo ISCTE-IUL e queria ser pianista. Terá sido assassinada por um colega, que pretendia manter uma relação com ela, num amor doentio e abusivo.
Rúben Couto é o nome do jovem de 25 anos, suspeito de ter morto a estudante, atirando o seu corpo ao rio Tejo, no Cais da Matinha, em Marvila. A relação que mantinha com Beatriz Lebre era marcada pela violência, abusos e perseguições e ciúmes, segundo consta.
Apesar dos esforços das autoridades, o corpo da jovem de 23 anos ainda não foi encontrado. Quanto a Rúben Couto, está internado no Hospital de São José, com ferimentos considerados graves em ambos os braços, que poderão ter danificado os seus tendões. O jovem tentou colocar fim à vida na quinta-feira de manhã.
Rúben Couto está acompanhado por guardas prisionais, que o reencaminharão para a cadeia anexa da PJ, em Lisboa, após ter alta.
O jovem tem um passado ligado ao voluntariado e já trabalhou com instituições ligadas à pobreza. Para além disso, sensibilizava e recolhia crianças sem-abrigo.
O caso despertou vários temas, como violência no namoro e relacionamentos abusivos. As Capazes recordaram que, no ano passado, 30 mulheres foram assassinadas e houve 27 tentativas de femicÃdio em contexto familiar ou de intimidade.
O crime foi divulgado na manhã de quinta-feira e o culpado foi apanhado logo em seguida pela PolÃcia Judiciária.
As buscas para encontrar o corpo de Beatriz Lebre retomariam esta sexta-feira, no rio Tejo, mas os mergulhadores não cumpriram as ordens da PJ.
*Nota de redação: NotÃcia atualizada à s 14:53 horas do dia 29 de maio de 2020.
















