A data de divulgação das notas dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário foi alterada pelo Ministério da Educação, num ajuste que muda o calendário de milhares de alunos em plena reta final do ano letivo. De acordo com a SIC Notícias, a decisão foi tomada para dar mais tempo aos professores responsáveis pela classificação das provas.
O prazo para correção, que terminava a 10 de julho, foi prolongado até dia 14. Já a afixação das pautas, inicialmente marcada para esse mesmo dia, passa agora para 17 de julho.
A alteração acaba por ter efeito em toda a fase seguinte do processo. A segunda fase dos exames nacionais também sofre alterações e começará apenas a 20 de julho, à tarde, prolongando-se até dia 24. Segundo a mesma fonte, o Ministério entende que este ajustamento é necessário para garantir que a avaliação decorre com maior estabilidade e sem comprometer a fiabilidade das classificações.
Falhas marcaram arranque
O processo de correção ficou marcado por vários constrangimentos desde o início. Entre eles, atrasos na disponibilização das provas para os classificadores e problemas técnicos na plataforma digital.
Este ano, uma das principais mudanças foi precisamente o novo modelo de avaliação. Os alunos continuam a responder manualmente, mas as folhas são depois digitalizadas e enviadas eletronicamente para os professores.
Pressão sobre os professores
O Ministério reconhece que ainda seria possível cumprir os prazos iniciais, mas isso implicaria reduzir o tempo de correção atribuído a cada docente. Escreve a SIC Notícias que essa hipótese foi afastada para proteger a qualidade do processo.
Num comunicado, o Governo admite que uma pressão excessiva sobre os classificadores poderia aumentar a margem de erro e comprometer o rigor esperado.
Críticas ao modelo digital
A Fenprof já veio criticar a implementação desta nova metodologia, classificando-a como “caótica”. O sindicato diz ter recebido vários relatos de falhas e irregularidades. Entre os problemas apontados estão também casos de professores chamados para corrigir exames de disciplinas fora da sua área de especialidade, acrescenta a publicação.
A primeira fase dos exames decorreu entre 16 e 26 de junho e muitos estudantes aguardavam agora pelas notas para avançar com candidaturas ao ensino superior. Com este adiamento, a espera prolonga-se por mais alguns dias, numa fase decisiva para milhares de jovens que dependem destes resultados para definir os próximos passos académicos.
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