Colocar um laço ou uma fita colorida na mala pode parecer uma solução prática para identificar mais facilmente a bagagem no aeroporto, mas esse gesto tão comum pode afinal complicar o processo de despacho e até aumentar o risco de atrasos na viagem.
A prática é frequente entre passageiros que querem distinguir rapidamente a sua bagagem, sobretudo quando transportam malas pretas ou de aspeto semelhante a muitas outras que circulam nas passadeiras de recolha.
À primeira vista, trata-se de uma medida inofensiva. No entanto, um funcionário do aeroporto de Dublin deixou um alerta sobre os problemas que estes acessórios podem provocar nos sistemas automáticos usados no controlo e encaminhamento das bagagens.
Laços e fitas podem interferir com o scanner
Segundo esse profissional, identificado como John pelo portal espanhol 20minutos, os laços presos às malas podem dificultar a leitura correta da bagagem pelos equipamentos automáticos.
De acordo com o mesmo relato, esse tipo de acessório pode interferir com o scanner e impedir que o sistema faça a verificação normal sem necessidade de intervenção adicional.
Quando isso acontece, a mala pode ter de seguir para controlo manual, tornando todo o processo mais lento e criando atrasos num momento em que cada minuto conta, sobretudo em aeroportos com muito movimento.
Atrasos podem fazer a mala falhar o voo
O principal risco, segundo o alerta citado, é a bagagem não chegar a tempo ao avião. Ou seja, aquilo que começou como uma tentativa de facilitar a identificação pode acabar por ter precisamente o efeito contrário.
Em vez de ajudar o passageiro, um simples laço ou fita pode contribuir para que a mala fique retida mais tempo no circuito de verificação e despacho.
Em períodos de maior afluência, como férias, feriados ou épocas festivas, esse tipo de atraso pode tornar-se ainda mais problemático, uma vez que os sistemas de triagem estão sujeitos a maior pressão.
Etiquetas antigas também devem ser retiradas
Além dos laços, há outro erro comum que pode complicar o percurso da bagagem: deixar etiquetas antigas ou autocolantes de viagens anteriores presos à mala.
Essas marcas podem criar confusão nos sistemas automáticos, levando a leituras erradas ou a verificações extra que atrasam o encaminhamento da bagagem.
Por isso, a recomendação passa por retirar tudo o que já não seja necessário antes de entregar a mala no balcão de despacho, mantendo apenas a etiqueta válida para a viagem em curso.
Quanto mais simples estiver a mala, melhor
A orientação deixada por este profissional é clara: quanto mais limpa e simples estiver a bagagem por fora, menor será o risco de falhas no processo automático.
Isto significa evitar fitas, laços, etiquetas decorativas e outros elementos externos que possam interferir com a leitura ou levantar dúvidas durante a triagem.
Embora muitos passageiros usem estes truques para evitar confusões na passadeira, a solução mais segura continua a ser prestar atenção ao momento da recolha e confirmar cuidadosamente que a mala é mesmo a certa.
No fim, a ideia de personalizar a bagagem para a reconhecer melhor pode parecer útil, mas poderá sair caro em tempo e transtorno. Nos aeroportos, quando se trata de malas, menos continua a ser mais.
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