A evolução tecnológica nos automóveis trouxe novas formas de interação entre condutor e veículo, substituindo muitos botões físicos por comandos táteis. A intenção é modernizar a experiência de condução, mas em alguns casos estas soluções acabam por gerar críticas, sobretudo quando são vistas como pouco práticas ou até inseguras. Foi isso que aconteceu com esta marca muito comercializada em Portugal.
Queixa apresentada contra a Volkswagen
Nos Estados Unidos, uma ação coletiva foi apresentada em Nova Jérsia por dois proprietários de veículos elétricos que alegam falhas nos comandos táteis do volante. De acordo com a queixa, estes controlos são demasiado sensíveis e podem reativar inadvertidamente o sistema de cruzeiro adaptativo com apenas um leve toque da mão.
Uma das condutoras afirma que o carro acelerou ao entrar numa vaga de estacionamento depois de roçar no sensor, acidente que causou mais de 14 mil dólares em danos e ferimentos na sua mão. Outro proprietário relata que, ao estacionar, o veículo embateu contra a porta da sua garagem, provocando estragos tanto no automóvel como na propriedade, de acordo com o site especializado maioritariamente em tecnologia Pplware.
Relatos de outros condutores
O processo inclui ainda dezenas de queixas submetidas à Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA), onde são apontados problemas como aceleração involuntária, falhas no sistema de travagem de emergência e incidentes resultantes de toques acidentais nos comandos.
Grande parte das situações reportadas ocorreu durante manobras de estacionamento, quando a proximidade das mãos ao volante aumenta a probabilidade de ativar inadvertidamente os sensores táteis.
Resposta da Volkswagen
A ação judicial, com mais de 80 páginas, acusa a Volkswagen de violar leis de garantia e proteção ao consumidor em estados como Massachusetts e Connecticut, de acordo com a fonte anteriormente citada. Apesar das queixas, a marca já anunciou que vai abandonar a tecnologia nos seus próximos modelos, cedendo às críticas. Ainda assim, a medida não resolve os problemas nos veículos que já se encontram em circulação.
Curiosidade
O regresso a comandos físicos, de acordo com o Pplware, tem vindo a ganhar força em vários fabricantes. A BMW e a Mercedes-Benz, por exemplo, também receberam críticas semelhantes e começaram a reintroduzir botões tradicionais em modelos recentes, valorizando a simplicidade e a segurança em detrimento da estética minimalista.
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