O Governo chinês declarou esta terça-feira que ficou chocado com os ataques israelitas ao hospital Nasser, na cidade de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, que mataram pelo menos 20 pessoas na segunda-feira, incluindo cinco jornalistas.
“Estamos chocados e condenamos o facto de, mais uma vez, infelizmente, os profissionais de saúde e os jornalistas terem sido mortos neste conflito”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, em Pequim, durante uma conferência de imprensa diária.
“A China está muito preocupada com a situação em Gaza”, referiu o porta-voz.
“Israel deve interromper imediatamente as suas operações militares em Gaza, concluir um cessar-fogo abrangente e duradouro o mais rapidamente possível, restaurar totalmente o fluxo de ajuda humanitária, evitar uma crise humanitária em grande escala e trabalhar para aliviar as tensões o mais rapidamente possível”, afirmou Guo Jiakun.
“Opomo-nos e condenamos todas as ações que prejudiquem populações civis, danifiquem instalações civis e violem o direito internacional, incluindo atos de violência contra jornalistas”, declarou o porta-voz chinês.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse lamentar o “trágico acidente” após a morte de pelo menos 20 pessoas, incluindo cinco jornalistas, segundo a Defesa Civil de Gaza.
A ONU e vários países, incluindo França, Alemanha, Portugal e Reino Unido, condenaram os ataques israelitas ao hospital Nasser.
Secretário de Estado do Vaticano surpreendido com o que se passa em Gaza
O Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, declarou estar surpreendido com o que se está a passar em Gaza, “apesar da condenação mundial”, em declarações proferidas segunda-feira à noite, à margem de um evento em Nápoles.
“Estamos surpreendidos com o que está a acontecer em Gaza, apesar da condenação mundial. Há uma condenação unânime do que está a acontecer”, enfatizou o cardeal italiano.
Respondendo às perguntas de jornalistas sobre o bombardeamento israelita, na segunda-feira, ao Hospital Nasser em Khan Younis, na Faixa de Gaza, que fez pelo menos 20 mortos, incluindo cinco jornalistas, acrescentou: “É um absurdo. Parece não haver qualquer vislumbre de solução”.
O cardeal disse ainda que”a situação está a tornar-se cada vez mais complicada e, do ponto de vista humanitário, cada vez mais precária.”
Sobre a guerra na Ucrânia, o cardeal afirmou que “é preciso muita política, porque há muitas soluções teóricas” e “há muitos caminhos para a paz, mas é preciso querer pô-los em prática e, obviamente, é também necessária uma disposição espiritual”.
“A esperança é necessária para todos”, declarou Parolin, sublinhando que o Jubileu proclamado pelo papa Francisco, dedicado precisamente a esta questão, “deve ser um momento para recuperar a esperança”.
“Mesmo hoje, na dificuldade de iniciar processos de paz em situações de conflito, não devemos desistir e devemos continuar a trabalhar pela paz e pela reconciliação”, acrescentou.
Israel bombardeou o hospital Nasser na segunda-feira e, quando jornalistas e socorristas chegaram ao local para ajudar as vítimas e documentar o que aconteceu, voltou a bombardeá-lo, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, numa técnica conhecida como “golpe duplo”.
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