A escritora portuguesa Lídia Jorge foi distinguida este ano com o Prémio Estatal Austríaco de Literatura Europeia, pelo conjunto da sua obra, anunciou o Ministério da Cultura da Áustria.
A distinção, no valor de 25 mil euros, será entregue à autora no dia 27 de julho, durante uma cerimónia integrada no Festival de Salzburgo.
Citado no comunicado do Ministério da Cultura austríaco, o ministro Andreas Babler afirmou que “Lídia Jorge é uma das escritoras mais destacadas da literatura europeia contemporânea; a sua obra é tão versátil e ramificada quanto significativos e omnipresentes são os seus temas”.
Obra distinguida pela dimensão europeia e humanista
O governante austríaco lembrou que, ao longo da carreira, Lídia Jorge tem lutado, através da sua escrita, “numa forma altamente poética pela igualdade dos povos”.
O júri foi composto por Cristina Beretta, Thomas Keul, Thomas Macho, Marlene Streeruwitz e Andrea Zederbauer.
Na declaração do júri, pode ler-se que “a crítica ao colonialismo europeu é um dos temas básicos da literatura de Lídia Jorge, como é a análise da desigualdade social e da pobreza, discriminação contra mulheres, racismo ou a Revolução dos Cravos de 1974”.
Escritora algarvia soma prémios nacionais e internacionais
Nascida há 79 anos em Boliqueime, no concelho de Loulé, Lídia Jorge estreou-se em 1980 com o romance “O Dia dos Prodígios”.
Além de inúmeros romances, da sua bibliografia fazem igualmente parte coletâneas de contos, obras de literatura infantil, de ensaio, de teatro, de poesia e de crónicas.
Lídia Jorge recebeu vários prémios literários portugueses e internacionais, entre os quais o Prémio FIL de literatura em Línguas Românicas em 2020, de Guadalajara, um dos mais importantes da América Latina.
No começo do mês, o Governo português atribuiu-lhe a Medalha de Mérito Cultural.
No ano passado, presidiu às comemorações do 10 de junho.
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