Num restaurante da cidade italiana de Bari, o que parecia um simples momento de descontração transformou-se num episódio insólito. Três clientes levantaram-se da mesa após uma refeição recheada de iguarias do mar e saíram calmamente do espaço. Tudo indicava que tinham ido fumar um cigarro ou fazer uma chamada, mas a realidade era outra. Este episódio tem feito soar os alarmes para episódios semelhantes na restauração em Itália.
Marisco de luxo, conta de 400 euros e um saco esquecido
De acordo com o jornal espanhol AS, a refeição que tinham acabado de consumir incluía marisco de luxo, como ostras e cigalas, e totalizava 400 euros. No entanto, em vez de regressarem para a sobremesa, os três desapareceram. O único indício que deixaram para trás foi uma mala pousada na mesa, aparentemente esquecida.
Segundo relatos do restaurante Al Cortigiano, esta não é uma situação inédita na zona. Outros estabelecimentos já tinham alertado para o mesmo esquema: deixar um saco vazio como distracção e, assim, iludir os funcionários enquanto os clientes se escapam discretamente.
Imagens de videovigilância identificam o trio
As imagens das câmaras de segurança permitiram identificar os rostos dos protagonistas deste episódio. Eram dois homens e uma mulher, que haviam entrado de forma descontraída e feito o pedido sem levantar suspeitas. “Comeram na nossa casa e pediram camarões, ostras e outros peixes requintados”, contou um responsável ao jornal Il Corriere del Mezzogiorno.
Comportamento não levantou suspeitas durante a refeição
De acordo com os empregados, os três suspeitos interromperam várias vezes o jantar para ir fumar, o que fez parecer um comportamento habitual. “Na verdade, não saíram de imediato e por isso não suspeitámos. Muitas vezes, os clientes fazem pausas para ir à rua”, acrescentaram.
A denúncia foi partilhada entre donos de restaurantes da região e também de outras cidades italianas. A tática do “saco esquecido” tem sido cada vez mais referida em grupos profissionais nas redes sociais como um novo truque para fugir à conta.
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Apelo irónico mas direto aos burlões
A mesma fonte refere que, com a chegada da Páscoa e o aumento de clientes, o restaurante envolvido no caso deixou um apelo direto aos burlões: “Como ainda vamos a tempo e estamos em época pascal, podem vir pagar a vossa conta. Não negamos a ninguém o direito a comer esparguete, mas uma conta assim tem de ser paga.”
A mensagem, embora carregada de ironia, pretende alertar também outros restaurantes para estarem atentos. O saco deixado para trás, aparentemente inocente, tem sido usado para enganar os funcionários e distrair da saída definitiva dos comensais.
Impacto financeiro para pequenos negócios
O impacto económico destas fugas é significativo, sobretudo para estabelecimentos familiares onde cada refeição conta. Uma refeição de marisco pode representar o equivalente a várias outras vendas mais simples ao longo do dia.
As autoridades locais ainda não foram envolvidas, mas a partilha de imagens e detalhes em grupos de restauração está a permitir traçar o padrão de atuação deste trio. A pressão pública pode ser um primeiro passo para dissuadir novas tentativas.
Um problema que também acontece em Portugal
Apesar de o caso ter ocorrido em Itália, a situação é familiar para muitos profissionais de restauração em Portugal. Histórias de clientes que fogem sem pagar não são inéditas, mas o grau de planeamento levanta preocupações.
Esperança de um regresso com pagamento
De acordo com a mesma fonte, os responsáveis do restaurante Al Cortigiano esperam que os protagonistas do caso regressem, não apenas para saldar a dívida, mas para preservar a reputação de um espaço que se orgulha da hospitalidade. “Uma conta destas não se esquece”, sublinharam.
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