Existe um país na Europa que é conhecido por muitas paisagens incríveis, mas há algo ainda mais surpreendente que atrai a curiosidade de quem o visita: não tem mosquitos. É considerado o único país do mundo onde não existe uma população nativa ou estabelecida deste inseto. Mesmo com zonas húmidas e verões relativamente amenos, o clima impede que os mosquitos consigam completar o seu ciclo de vida.
O clima como principal barreira
Apesar de existirem charcos e lagoas, a Islândia apresenta um fenómeno climático que interfere diretamente com a reprodução dos mosquitos: ciclos constantes de congelação e descongelação, refere a Pubity. Este padrão instável de temperaturas torna os ambientes aquáticos inadequados para que as larvas se desenvolvam até à fase adulta.
Ao contrário do que acontece em países vizinhos, onde os lagos permanecem congelados durante o inverno e descongelam de forma mais estável na primavera, na Islândia as mudanças são irregulares e frequentes.
As larvas de mosquito, que precisam de água parada e condições estáveis durante dias ou semanas, não conseguem sobreviver neste ambiente, refere a mesma fonte.
Tentativas falhadas de colonização
Embora não seja totalmente impossível encontrar um mosquito ocasional (geralmente transportado por acidente em aviões ou navios), até hoje, nenhuma espécie conseguiu estabelecer-se de forma permanente.
O entomologista islandês Gisli Már Gíslason, da Universidade da Islândia, citado pela mesma fonte, confirmou em várias entrevistas que já foram observados alguns espécimes isolados, mas nenhum conseguiu completar o ciclo reprodutivo.
As autoridades científicas do país mantêm-se atentas a possíveis alterações nas condições ambientais, sobretudo com o impacto das alterações climáticas, que podem alterar o equilíbrio natural e permitir a entrada de novas espécies.
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Uma exceção no mapa global
A ausência de mosquitos coloca este país europeu numa posição única no mundo. Mesmo países com climas frios, como a Noruega ou o Canadá, têm populações de mosquitos durante o verão. Este território, por sua vez, continua livre destes insetos que, noutras regiões, causam incómodos e até transmitem doenças como a dengue, a malária ou o vírus do Nilo Ocidental.
Ainda assim, segundo a fonte supracitada, o país não está livre de todos os insetos voadores. Existem pequenas moscas, mosquitos não hematófagos e outros inofensivos, especialmente nas zonas costeiras e húmidas, mas nenhum deles apresenta risco ou desconforto comparável ao dos mosquitos verdadeiros.
Uma curiosidade que se tornou atração
Este detalhe curioso tem sido cada vez mais mencionado em guias turísticos e blogs de viagem. Para muitos visitantes, o facto de poderem explorar a natureza sem repelente ou preocupações com picadas é visto como uma vantagem inesperada. É também um tema frequente nas conversas entre locais e turistas, reforçando o encanto de um destino já de si considerado por muitos digno de visita.
A ausência de mosquitos na Islândia é, acima de tudo, um reflexo da harmonia entre a natureza e o clima extremo da região. Um equilíbrio que, por enquanto, continua a manter o país como uma exceção no mundo moderno.
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