O Algarve concentrou 18,5% das dormidas registadas no alojamento turístico nacional no primeiro trimestre deste ano, sendo a terceira região com maior peso no país, atrás da Grande Lisboa e do Norte, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.
De acordo com as estatísticas da atividade turística divulgadas pelo INE, os proveitos totais do alojamento turístico atingiram mil milhões de euros entre janeiro e março, uma subida homóloga de 5,5%.
Já os proveitos de aposento fixaram-se em 734,5 milhões de euros, mais 5,1% do que no mesmo período do ano anterior.
No conjunto dos primeiros três meses do ano, os estabelecimentos de alojamento turístico receberam 5,8 milhões de hóspedes, mais 1,5%, e registaram 13,6 milhões de dormidas, uma subida de 1,3%.
Forte dependência dos mercados externos
O INE assinala que as dormidas de não residentes aumentaram 1,4%, para 9,2 milhões, representando 68% do total nacional. As dormidas de residentes cresceram 1,2%, para 4,3 milhões.
No Algarve, a dependência dos mercados externos voltou a destacar-se: 80,9% das dormidas na região foram de não residentes. Só a Madeira registou uma proporção superior, com 85,9%. A Grande Lisboa surge depois do Algarve, com 78,6%.
Entre janeiro e março, a Grande Lisboa concentrou 28,6% das dormidas nacionais, seguindo-se o Norte, com 18,9%, e o Algarve, com 18,5%.
Reino Unido continua a liderar na região
O Reino Unido manteve-se como o principal mercado externo do Algarve, representando 29,2% das dormidas de não residentes registadas na região. Já na Madeira, o principal mercado foi a Alemanha, enquanto na Grande Lisboa e nos Açores foram os Estados Unidos.
O INE alerta que os dados do primeiro trimestre podem ter sido influenciados pelo calendário da Páscoa, que este ano coincidiu com o último dia de março, ao contrário de 2025, em que ocorreu no segundo trimestre.
No total nacional, a hotelaria concentrou 83,1% das dormidas, o alojamento local 13,9% e o turismo no espaço rural e de habitação 3%. O rendimento médio por quarto disponível atingiu 41,5 euros, enquanto o rendimento médio por quarto ocupado chegou aos 93,8 euros.
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