O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) já pagou 2,18 milhões de euros, correspondentes a 65% dos 3,38 milhões destinados à elaboração e desenvolvimento dos 20 Programas de Reordenamento e Gestão da Paisagem (PRGP) aprovados pelo Governo, informou fonte oficial à Lusa.
Entre os programas abrangidos estão dois com incidência direta no Algarve: o da serra do Caldeirão e o das serras de Monchique e Silves, este último reconduzido a programa setorial. Os PRGP pretendem reduzir a vulnerabilidade aos incêndios rurais, valorizar a floresta
e reforçar a coesão territorial, económica e ambiental. Segundo fonte do gabinete do ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, o investimento está “enquadrado no PRR, na componente ‘Transformação da Paisagem dos Territórios de Floresta Vulneráveis’”. “Deste total, estão pagos 2,18 milhões de euros (65%)”, acrescentou a mesma fonte.
Além do PRR, as ações previstas nos PRGP podem ser financiadas pelo Portugal 2030, por fundos ambientais e pelos orçamentos municipais e intercomunitários.
Os 20 programas abrangem, no total, 1.151.990 hectares, dos quais 460.764 estão estimados para financiamento de serviços dos ecossistemas, como pagamento por pastoreio e gestão de matos.
As ações prioritárias, concentradas em zonas-piloto de cada PRGP, incluem intervenções de gestão de combustível, reabilitação de socalcos, valorização de linhas de água, percursos pedestres e medidas de transição, como plantações, pastoreio e fileiras de biomassa.
De acordo com a Direção-Geral do Território, os PRGP destinam-se “a planear e programar a transformação em territórios da floresta vulneráveis, visando uma paisagem multifuncional e resiliente, novas atividades económicas e a remuneração dos serviços dos ecossistemas”.
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