Sob a liderança de Mónica García, o Ministério da Saúde de Espanha emitiu um alerta nacional e está a reforçar a vigilância sanitária para o aumento inesperado de casos de uma doença contagiosa, proveniente de Marrocos. O crescimento recente das infeções fez soar os alarmes junto das autoridades de saúde.
Sarampo continua a preocupar as autoridades
Segundo a ministra, citada pelo portal espanhol HuffPost, “Não devemos relaxar-nos, o sarampo não é uma doença do passado”, uma advertência que surge após a mais recente atualização da Avaliação Rápida de Risco divulgada pelo Centro de Coordenação de Alertas e Emergências Sanitárias (CCAES).
Casos confirmados e origem dos contágios
Desde o início de 2025, foram confirmados 229 casos de sarampo em Espanha. Destes, 78 dizem respeito a pessoas que contraíram a doença fora do território nacional, com destaque para Marrocos, de onde provêm quase 78% dessas infeções.
Outros 78 casos estão ligados à transmissão secundária dos primeiros e os restantes 73 permanecem de origem desconhecida. O país também registou 178 casos descartados e tem um caso ainda em investigação, segundo o relatório do CCAES.
Surtos ativos em várias regiões
Atualmente, e segundo a mesma fonte, estão ativos sete surtos em quatro comunidades. A maioria dos focos está associada a cadeias de transmissão previamente identificadas, com as autoridades a acompanhar de perto cada situação.
De acordo com o Ministério da Saúde, o aumento das infeções coincide com a retoma da mobilidade internacional após a pandemia. Em comparação com anos anteriores, este crescimento é considerado significativo.
Elevada taxa de vacinação mantém risco baixo
Apesar disso, o risco de contágio para a população em geral é considerado baixo. Tal facto deve-se à elevada taxa de imunização: 97,8% dos residentes receberam pelo menos uma dose da vacina e 94,2% completaram o esquema vacinal.
“O sarampo pode ser muito grave e a única forma de nos protegermos é com as duas doses da vacina”, frisou Mónica García, citada pelo portal espanhol. A ministra apelou à população para rever o seu boletim vacinal e seguir as recomendações dos profissionais de saúde.
Sublinhou ainda que a vacinação não protege apenas cada indivíduo, mas também os mais vulneráveis, como os bébés e pessoas com imunidade comprometida. “Vacinar-se é também um ato de solidariedade”, afirmou.
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Crescimento da doença na Europa
A tendência crescente de casos iniciou-se no final de 2022 e tem-se intensificado desde então. Em 2024, mais de 16.500 infeções foram registadas na União Europeia e Espaço Económico Europeu, com a Roménia a liderar os números.
Situação preocupante em Marrocos
Fora da Europa, Marrocos destaca-se pela gravidade da situação epidemiológica. Desde outubro de 2023, o país notificou mais de 25.000 casos suspeitos e 184 mortes, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.
Recomendações para viajantes
Em resposta a este contexto, o governo espanhol recomenda uma revisão urgente do estado vacinal de quem planeia viajar para zonas com alta incidência da doença. Pessoas nascidas antes de 1978 são geralmente consideradas imunizadas por infeção natural.
As autoridades também apelam ao reforço da vigilância nos centros de saúde, transportes e fronteiras. A deteção precoce é considerada essencial para evitar a propagação do vírus.
Aumentar a formação dos profissionais de saúde é outra prioridade. Conhecer os sintomas, aplicar medidas de proteção e saber gerir casos suspeitos pode fazer a diferença no controlo de novos surtos.
Importância da vigilância genómica
O portal espanhol Huffpost refere ainda que, a vigilância genómica é apontada como um instrumento fundamental para rastrear a origem dos casos importados e confirmar que o vírus não se está a propagar de forma sustentada em Espanha e no resto da Europa.
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