O Algarve continua a destacar-se como uma das regiões mais valorizadas do país no mercado imobiliário, com os valores de avaliação bancária a atingirem novos recordes. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o valor mediano de avaliação bancária na região subiu para 2.293 euros por metro quadrado (m2) no caso dos apartamentos e para 2.376 euros/m2 nas moradias, consolidando o Algarve como um dos territórios mais caros para habitação em Portugal.
A subida acompanha a tendência nacional, que registou um aumento global de 14,5% em termos homólogos, fixando o valor mediano de avaliação bancária em 1.774 euros/m2. Este crescimento reflete um máximo histórico e uma aceleração face ao mês de dezembro, quando a subida foi de 13,7%.
No contexto regional, o Algarve continua a ser uma das zonas mais valorizadas do país, apenas ultrapassado pela Grande Lisboa, onde o valor mediano dos apartamentos atingiu os 2.641 euros/m2 e o das moradias fixou-se nos 2.445 euros/m2. “Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (2.641 euros/m2) e no Algarve (2.293 euros/m2)”, indicou o INE, evidenciando a forte procura e valorização imobiliária da região algarvia.
Em relação às variações regionais, não se registaram descidas significativas, à exceção da Região Autónoma dos Açores, onde o valor mediano caiu 1,4% face ao mês anterior. Por outro lado, a Península de Setúbal registou o maior aumento anual, com uma subida de 14,6%. Apesar do aumento dos valores de avaliação bancária, o volume de avaliações realizadas apresentou uma ligeira descida mensal, com cerca de 35,3 mil avaliações efetuadas em janeiro, representando uma redução de 5,1% face a dezembro. No entanto, em termos homólogos, verificou-se um aumento expressivo de 22,1%.
O aumento dos valores de avaliação bancária no Algarve reflete a elevada procura por habitação na região, impulsionada pelo turismo, pelo investimento estrangeiro e pela crescente atratividade do mercado imobiliário. Com valores a atingir patamares históricos, a questão da acessibilidade à habitação continua a ser um desafio para residentes e potenciais compradores na região algarvia.
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