Selecionada entre mais de mil candidaturas, a Associação Ser Milage, criada no âmbito da Universidade do Algarve, é uma das 20 finalistas da quarta edição do Prémio Sonae Educação, com o projeto MILAGE PONTE.
Os vencedores serão conhecidos a 10 de setembro, na Fundação de Serralves, no Porto, e o prémio distribuirá 150 mil euros.
Plataforma adapta exercícios às necessidades dos alunos
A candidatura algarvia consiste numa plataforma que cria exercícios personalizados e disponibiliza um tutor virtual de matemática baseado em inteligência artificial. O projeto pretende ajudar os professores a diferenciarem o ensino e a responderem às necessidades específicas de cada aluno, com o objetivo de melhorar os resultados escolares.
A Associação Ser Milage concorre na Categoria Geral, destinada a iniciativas promovidas por escolas e outras entidades que apresentem potencial de crescimento e aplicação noutros contextos. Além do apoio financeiro, cada projeto vencedor passará a integrar o ecossistema Sonae, beneficiando, segundo a organização, de acompanhamento especializado, mentoria e apoio na monitorização do impacto.
Edição recorde reúne 20 finalistas
A quarta edição é a mais participada desde a criação do prémio, com mais de mil candidaturas. Foram escolhidos dez finalistas para a Categoria Geral e outros dez para a nova Categoria Escolas Públicas.
A Categoria Geral recebeu 672 candidaturas elegíveis, enquanto a vertente dedicada às escolas públicas reuniu 359. Esta última foi criada para reconhecer o papel dos estabelecimentos de ensino na promoção da igualdade de oportunidades e valorizar projetos locais de inovação pedagógica.
As iniciativas finalistas abrangem áreas como a personalização das aprendizagens, a inclusão de alunos com necessidades específicas, a saúde mental, a integração de migrantes, a prevenção do bullying, o desenvolvimento de competências digitais, a inteligência artificial, as tecnologias imersivas e a redução da burocracia nas escolas.
“A educação é o principal elevador social e a chave para o desenvolvimento das sociedades”, afirmou Miguel Mota Freitas, Chief Representative for Culture & Education da Sonae.
O responsável considerou que os projetos selecionados “podem dar um contributo importante para a melhoria da educação em Portugal”, ajudando a produzir impacto positivo nas comunidades e a construir “um futuro mais justo e sustentável”.
“Queremos impulsionar, apoiar e dar escala a soluções que fazem a diferença e que podem inspirar novas respostas para a educação no país”, acrescentou.
Inteligência artificial em debate na final
O anúncio dos vencedores, marcado para 10 de setembro, será acompanhado pela conferência “Educação Inteligente — o futuro da aprendizagem na era da IA”. O encontro reunirá especialistas nacionais e internacionais, professores e responsáveis por instituições de ensino para debater o impacto da inteligência artificial, da inovação pedagógica e das novas competências na aprendizagem.
O principal orador será Arnold Pears, diretor do Departamento de Aprendizagem em Ciências da Engenharia do KTH Royal Institute of Technology, professor catedrático na Universidade de Uppsala, na Suécia, e membro do Conselho Nacional para a Inovação Pedagógica no Ensino Superior, em Portugal.
O programa inclui ainda duas mesas-redondas centradas nos desafios colocados pela inteligência artificial à educação, nomeadamente no impacto da tecnologia na sala de aula e no papel do pensamento crítico.
Criado em 2023, o Prémio Sonae Educação ultrapassará nesta edição os 550 mil euros atribuídos a iniciativas na área educativa. Ao longo de quatro edições, recebeu mais de 2.200 candidaturas de escolas, entidades educativas e organizações de todo o país.
A.Pinto / HDF
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