O Governo britânico revelou esta terça-feira o investimento de 14,2 mil milhões de libras (16,8 mil milhões de euros) na construção da central nuclear Sizewell C, a qual vai criar 10 mil postos de trabalho.
A central, que só deverá estar operacional na década de 2030, vai produzir energia para seis milhões de casas e é considerada essencial para a segurança energética e o cumprimento das metas climáticas do Reino Unido.
O Governo está a “lançar uma nova era para a energia nuclear” no Reino Unido, declarou esta terça-feira a ministra das Finanças, Rachel Reeves, na véspera da declaração no parlamento, na quarta-feira, onde vai apresentar as prioridades de despesa e investimento até ao final da década.
A ministra já garantiu que o setor pode contar com mais de 30 mil milhões de libras (35 mil milhões de euros).
À semelhança de outros países europeus que querem relançar a indústria, Londres considera que precisa de novas centrais nucleares para baixar os preços da eletricidade, garantir a segurança energética e “combater a crise climática”, insistiu o secretário da Energia, Ed Miliband, citado num comunicado.
No topo da lista de investimentos anunciados esta terça-feira, Londres prometeu injetar 14,2 mil milhões de libras (quase 17 mil milhões de euros) no projeto do reator nuclear Sizewell C EPR, no leste do Reino Unido, liderado pela empresa francesa de energia EDF.
A central nuclear de Sizewell C, composta por dois reatores EPR, poderá custar um total de 20 a 30 mil milhões de libras (24 a 35 mil milhões de euros), ou mesmo mais, segundo algumas estimativas contestadas pelo Governo.
No entanto, não se prevê que comece a produzir eletricidade antes de 2035.
Londres assumiu uma participação direta de 50% no projeto no final de 2022, ao mesmo tempo que a empresa chinesa CGN se retirou do projeto.
O governo britânico é agora o acionista maioritário da Sizewell C, afirmou a EDF em janeiro.
Com um conjunto de centrais nucleares envelhecidas, o Reino Unido voltou a apostar no desenvolvimento desta forma de energia desde o início da guerra na Ucrânia, em nome da segurança energética.
O Executivo anunciou esta terça-feira também que escolheu o grupo industrial britânico Rolls-Royce para construir os primeiros pequenos reatores nucleares (SMR) do país, uma tecnologia mais barata do que as centrais convencionais, mas que ainda exigirá anos de desenvolvimento.
O Governo comprometeu-se a gastar mais de 2,5 mil milhões de libras (3 mil milhões de euros) no programa de pequenos reatores modulares no seu conjunto e planeia injetar o mesmo montante na investigação e desenvolvimento da fusão nuclear.
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