Durante anos, o inglês foi o idioma mais valorizado no mercado de trabalho, seguido do alemão e do francês. No entanto, os tempos estão a mudar, e há uma língua que promete transformar carreiras e triplicar o salário. De acordo com um estudo da plataforma internacional de línguas Preply, o domínio do mandarim pode garantir rendimentos três vezes superiores ao salário médio nacional.
O relatório revela que os cargos que exigem mandarim em contexto profissional podem atingir salários médios de 85.565 euros por ano, muito acima dos 28 mil euros anuais do rendimento médio em Espanha. A crescente procura está diretamente relacionada com a influência económica da China e o aumento das relações comerciais entre empresas europeias e o mercado asiático.
O peso económico da China abre portas
A China é atualmente uma das maiores potências mundiais, e o seu peso nas exportações e investimentos internacionais torna o mandarim um ativo estratégico. Empresas nacionais e europeias com parcerias ou clientes no mercado chinês procuram cada vez mais profissionais que consigam comunicar na língua local.
Além das multinacionais asiáticas que têm vindo a estabelecer-se em território europeu, o comércio digital e os setores de tecnologia e engenharia também estão entre os que mais valorizam este conhecimento. Esta língua deixou de ser apenas uma curiosidade cultural para se tornar uma competência profissional de alto valor e que pode mesmo mexer e muito com o salário.
Aprender mandarim é um desafio
Apesar das oportunidades, aprender mandarim não é tarefa fácil. Ao contrário do inglês ou do português, o idioma chinês baseia-se em quatro tons que alteram completamente o significado das palavras. Além disso, a escrita exige o domínio de milhares de caracteres, um falante nativo pode conhecer até 8.000, embora um nível médio exija cerca de 3.000 a 4.000.
Os especialistas estimam que um estudante europeu precise de vários anos de prática para alcançar um nível funcional. Ainda assim, o esforço pode compensar: as empresas pagam cada vez mais por profissionais capazes de negociar e traduzir diretamente com parceiros chineses.
Outros idiomas que também valorizam o currículo
Embora o mandarim lidere o ranking, há outros idiomas em ascensão no mercado de trabalho europeu. O português de Portugal surge com uma média anual de 84.456 euros, graças à crescente procura em países como o Brasil, Angola e Moçambique.
O japonês, por sua vez, é valorizado em multinacionais ligadas à indústria automóvel e tecnológica, com salários médios que rondam os 74.270 euros. O idioma é mais fácil de pronunciar, mas exige o domínio de três alfabetos distintos.
Também o coreano começa a ganhar força entre os jovens, impulsionado pelo fenómeno global do K-pop e das séries televisivas coreanas. Plataformas de streaming como Netflix, Disney+ e Amazon Prime têm contribuído para aumentar o interesse e o número de aprendentes.
Uma aposta de futuro
Especialistas em recursos humanos, citados pela publicação internacional de economia Business Insider, sublinham que dominar um idioma menos comum, como o mandarim ou o japonês, pode multiplicar o valor de um currículo. Numa economia cada vez mais global, saber comunicar além do inglês é um fator de diferenciação que pode abrir portas a carreiras internacionais e a cargos de gestão.
Enquanto o inglês continua a ser essencial, o mercado procura agora profissionais com competências linguísticas que os aproximem das novas potências económicas. Aprender mandarim pode ser exigente, mas, como mostram os números, é uma das formas mais rápidas de subir na escala salarial.
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