Num cenário em que os preços dos combustíveis continuam a ser uma preocupação para muitos condutores, a procura por estratégias que permitam reduzir o consumo durante a condução ganha relevância. A velocidade a que se circula na autoestrada surge como um dos fatores com impacto direto no gasto de combustível, bem como na segurança rodoviária.
Em Portugal, é comum observar condutores a circularem em ritmos muito distintos. Existem os que ultrapassam com frequência os 120 km/h, limite legal em autoestrada, e outros que optam por uma condução mais lenta, por vezes a um ritmo que poderá comprometer a fluidez do tráfego e a segurança dos restantes utentes da via.
De acordo com um estudo citado pelo site Motor.es, a velocidade ideal para equilibrar o consumo de combustível com a segurança na autoestrada situa-se entre os 100 e os 110 km/h. Esta faixa de velocidade permite aos veículos operarem numa faixa mais eficiente em termos energéticos, evitando esforços excessivos do motor.
Andar mais rápido pode sair caro
Segundo a mesma fonte, circular na autoestrada a 130 km/h representa um aumento no consumo de combustível que pode variar entre 20% a 25%, dependendo do modelo e da aerodinâmica do veículo. O esforço extra necessário para manter velocidades mais elevadas traduz-se numa maior injeção de combustível e maior desgaste dos componentes mecânicos.
Explica o Motor.es que, para veículos recentes, a faixa de maior eficiência energética situa-se nos 90 a 110 km/h. Acima destes valores, o rendimento começa a diminuir de forma significativa. Por outro lado, velocidades muito baixas também podem representar riscos.
Benefícios de reduzir ligeiramente a velocidade
Escreve o mesmo site que, ao circular a uma média de 110 km/h, em vez de 130 km/h, é possível poupar até dois litros de combustível por cada 100 quilómetros percorridos. Além disso, este comportamento implica menos paragens em postos de abastecimento, o que, em viagens longas, representa uma vantagem significativa.
Adicionalmente, manter uma velocidade moderada reduz o nível de stress do condutor, promove uma condução mais suave e permite uma maior margem de reação em situações imprevistas na via.
O outro lado da moeda: ir devagar demais também tem riscos
Embora a poupança de combustível possa ser otimizada com velocidades mais baixas, há um limite para o que é seguro. Circular a uma velocidade excessivamente reduzida, nomeadamente abaixo dos 70 km/h em autoestrada, pode tornar-se perigoso, em especial na presença de veículos pesados que circulam a ritmos constantes e mais elevados.
De acordo com o mesmo estudo, veículos que circulam demasiado devagar tornam-se obstáculos imprevisíveis na via, obrigando outros condutores a manobras de ultrapassagem mais frequentes e, por vezes, arriscadas. Este cenário pode aumentar o risco de colisões, sobretudo em condições de tráfego intenso.
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Menos consumo, mais longevidade para o carro
Conduzir a uma velocidade constante e moderada tem ainda benefícios diretos sobre o desgaste do motor, dos travões e dos pneus. Evita acelerações bruscas e mudanças frequentes de velocidade, o que contribui para uma maior durabilidade dos componentes.
Segundo os especialistas citados, esta abordagem também reduz as emissões de gases poluentes, sendo mais amiga do ambiente, um aspeto cada vez mais valorizado pelos consumidores e pelas políticas públicas.
Como manter a velocidade ideal
Para os condutores que pretendem adotar esta prática, o uso do cruise control (controlo de velocidade de cruzeiro) pode ser uma ferramenta útil. Esta função, disponível na maioria dos veículos modernos, permite manter uma velocidade constante e reduz o risco de acelerações desnecessárias.
É igualmente importante planear as viagens com antecedência, evitando horários de maior congestionamento, e respeitar a distância de segurança em relação aos outros veículos, para evitar travagens repentinas.
O meio-termo é o mais sensato
Embora cada veículo tenha as suas particularidades, a maioria dos automóveis atuais apresenta uma performance mais eficiente e segura quando circula entre os 100 e os 110 km/h. Esta prática não só reduz o consumo de combustível, como também contribui para uma condução mais tranquila e previsível.
Conforme os dados analisados, manter esta faixa de velocidade poderá ser uma das formas mais simples e eficazes de poupar dinheiro, proteger o veículo e garantir uma experiência mais segura ao volante.
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