Trocar de pneus pode ser uma despesa considerável, especialmente quando a quilometragem é elevada e o orçamento curto. Saber quais os modelos que mais duram pode fazer toda a diferença, sobretudo para quem se prepara para férias de verão com muitos quilómetros pela frente.
De acordo com a DECO PROTeste, a escolha do pneu certo pode garantir mais 12 mil quilómetros de estrada quando comparado com a marca menos resistente do estudo. A informação resulta de uma análise extensa realizada em parceria com associações congéneres de Espanha, Itália e Bélgica.
Michelin no topo da lista
O estudo teve por base mais de 37 mil respostas, recolhidas junto de quase cinco mil condutores portugueses e consumidores europeus, avaliando o desempenho médio de 25 marcas de pneus.
Os resultados revelam que a marca Michelin lidera a lista, com uma média de 46.393 quilómetros percorridos por conjunto de pneus, sendo considerada a mais duradoura entre as testadas, oferecendo mais 12 mil quilómetros do que a marca com pior desempenho.
Logo a seguir surge a BF Goodrich, com 44.096 quilómetros, e a Continental, com 43.258 quilómetros. Em quarto e quinto lugar aparecem a Bridgestone (42.944 km) e a Goodyear (42.927 km), respetivamente.
Ainda no topo do ranking figuram marcas como a Dunlop (42.551 km), Yokohama (42.311 km) e Toyo Tires (41.794 km), todas com desempenhos acima dos 41 mil quilómetros em média.
Já na metade inferior da tabela encontram-se marcas como Kormoran, Falken e Nankang, com médias abaixo dos 35 mil quilómetros, sendo esta última a que apresenta menor durabilidade no estudo, com 34.210 km.
Segundo a mesma fonte, a durabilidade dos pneus depende também de outros factores como o tipo de piso, as condições climáticas e o estilo de condução.
A relação entre durabilidade e aderência
Acrescenta a publicação que pneus com compostos mais suaves tendem a oferecer maior aderência, mas desgastam-se mais rapidamente. Por outro lado, compostos mais duros podem ter menor tração, mas prolongam a vida útil dos pneus.
Refere a mesma fonte que esta relação entre durabilidade e desempenho é especialmente importante em pisos molhados, onde o compromisso entre segurança e resistência pode ser mais evidente.
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Conforme a DECO PROTeste, para além da durabilidade, importa também verificar a avaliação do pneu em critérios como resistência ao rolamento, performance em piso seco e em piso molhado.
Outro dado importante é que os valores apresentados no estudo correspondem a médias, e não aos limites máximos ou mínimos registados. Ou seja, os resultados poderão variar de condutor para condutor.
A mesma fonte sublinha ainda que a forma como se conduz tem impacto direto na longevidade dos pneus. Conduções mais agressivas tendem a desgastar mais rapidamente os componentes.
A prática de uma condução defensiva, com acelerações e travagens suaves, pode prolongar significativamente a vida útil dos pneus, independentemente da marca.
Este tipo de cuidados torna-se ainda mais relevante em época de calor, como o verão, em que o asfalto quente contribui para um maior desgaste.
Poupar a longo prazo
Para quem vai percorrer longas distâncias durante as férias, escolher um pneu que combine boa performance com durabilidade pode representar poupanças significativas.
Por isso, consultar testes independentes como este pode ser uma ferramenta útil na altura de decidir, aconselha a DECO PROTeste.
Na prática, poupar nos pneus não é apenas uma questão de preço por unidade, mas de quilómetros por euro gasto.
E ao contrário do que se pensa, marcas com custo inicial mais elevado podem revelar-se mais económicas a longo prazo, se oferecerem maior resistência e menos necessidade de substituição.
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