Viajar de carro durante o verão implica mais do que planeamento de rotas e horários. A Direção-Geral de Trânsito (DGT) espanhola prevê cerca de 100 milhões de deslocações nas estradas do país durante a época estival, o que obriga a redobrar a atenção ao volante. Segundo informações divulgadas pelo jornal 20minutos, a Guardia Civil elaborou um conjunto de cinco conselhos dirigidos aos condutores espanhóis e que ‘servem’ também para os portugueses, com o objetivo de reduzir o número de incidentes nas vias durante este período crítico.
As recomendações não se limitam às regras mais óbvias. Entre os alertas, há advertências que escapam à maioria dos turistas e condutores ocasionais, e que podem resultar em multas ou riscos desnecessários.
Comer antes de conduzir pode trazer problemas
Um dos primeiros conselhos da Guardia Civil centra-se na alimentação antes da viagem. A ingestão de refeições pesadas até duas horas antes da condução pode provocar sonolência, especialmente quando combinada com o calor. A entidade recorda que a digestão exige energia, o que diminui o estado de alerta ao volante.
Outro ponto menos conhecido tem a ver com o vestuário escolhido para viajar. A publicação refere que muitos condutores optam por usar chinelos ou até conduzir descalços, especialmente em dias de calor. “Pode perder o controlo dos pedais”, esclarece a Guardia Civil.
Calor e estrada: uma combinação exigente
Segundo a mesma fonte, conduzir com o tronco nu é também desaconselhado, não apenas por questões de exposição solar, mas porque o atrito com o cinto de segurança pode provocar queimaduras. A recomendação passa por usar vestuário leve, mas adequado, e recorrer ao ar condicionado do veículo como forma de regulação térmica.
No caso dos motociclistas, a advertência é clara: usar roupa curta ou veranil compromete gravemente a segurança em caso de queda. Como sublinha a publicação, a ausência de proteções adequadas pode resultar em feridas por abrasão, contusões ou queimaduras.
Tempestades de verão: o que fazer ao volante
As condições atmosféricas instáveis durante o verão exigem precauções adicionais. De acordo com 20minutos, a condução durante uma trovoada deve ser feita a baixa velocidade, de forma constante, evitando acelerações e travagens bruscas. O principal risco é o efeito de aquaplaning, que ocorre quando os pneus perdem contacto com o asfalto devido à presença de água na estrada.
Nestes casos, o condutor deve manter a calma, evitar movimentos repentinos e garantir que os pneus se encontram em bom estado. As luzes de presença devem estar ligadas e, sempre que possível, deve procurar um local seguro para parar até que a visibilidade e as condições de aderência melhorem.
Segurança, atitude e regras: os pilares da estrada
A mensagem final do agente da Guardia Civil, partilhada através das redes sociais da corporação, resume-se em três ideias-chave: respeitar as normas de trânsito, conduzir com segurança e manter uma atitude positiva. Conforme o jornal 20minutos, trata-se de garantir não só a segurança individual, mas também a de todos os que circulam nas vias espanholas.
Em tempos de grande afluência nas estradas, a prevenção passa por pequenos gestos. Desde o calçado ao que se come antes de viajar, tudo pode ter impacto na forma como cada condutor responde às exigências do tráfego e do clima.
















