Conduzir à noite exige atenção redobrada e o uso correto das luzes pode fazer toda a diferença na segurança rodoviária. Ainda assim, muitos condutores cometem este erro aparentemente inocente ao utilizar os máximos, que pode reduzir a visibilidade e aumentar o risco de acidente, sem que se apercebam, segundo o site especializado em automobilismo El Motor.
Em estradas pouco iluminadas, os faróis tornam-se essenciais para garantir uma condução segura. No entanto, segundo especialistas em segurança rodoviária, há um erro comum que muitos condutores repetem por hábito e que pode ter o efeito oposto ao pretendido.
A forma como se utilizam as luzes, sobretudo os máximos, pode influenciar diretamente a capacidade de antecipar perigos na estrada, como obstáculos, curvas ou até animais.
Para que servem os máximos e quando devem ser usados
As luzes de máximos são concebidas para oferecer a máxima visibilidade possível em situações de pouca iluminação e ausência de trânsito.
São particularmente úteis em estradas fora das localidades ou em zonas rurais, onde não existe iluminação pública. No entanto, a legislação obriga à sua substituição por médios sempre que surge outro veículo, quer em sentido contrário, quer à frente no mesmo sentido.
O objetivo é evitar o encandeamento de outros condutores, uma situação que pode comprometer a visibilidade durante alguns segundos e aumentar o risco de acidente, conforme refere a mesma fonte.
Erro mais comum que muitos condutores cometem
Muitos condutores reduzem a intensidade da iluminação assim que avistam um veículo ao longe, criando uma zona menos iluminada entre os dois carros.
Este “vazio de luz” pode tornar-se particularmente perigoso em estradas secundárias ou zonas florestais, onde a presença de animais na via é mais frequente.
De acordo com a mesma fonte, ao reduzir a iluminação antes do momento adequado, o condutor perde capacidade de antecipação numa fase em que ainda teria margem para reagir a um imprevisto.
Quando deve mudar (e voltar a ligar) as luzes
A recomendação passa por manter os máximos ligados até que a zona entre os veículos esteja devidamente iluminada, reduzindo apenas no momento necessário para evitar encandeamento.
Por outro lado, após o cruzamento com outro veículo, muitos condutores demoram demasiado tempo a voltar a ligar os máximos. O adequado é reativá-los assim que seja seguro, permitindo recuperar rapidamente a visibilidade total da estrada e evitar circular com iluminação insuficiente.
Ultrapassagens e situações mais exigentes
Segundo aponta a fonte acima citada, durante uma ultrapassagem, o uso das luzes pode gerar dúvidas. Ao aproximar-se de um veículo por trás, o condutor deve passar para médios assim que deteta a sua presença. Só depois de iniciar a manobra e garantir que não há risco de encandeamento é que poderá voltar a utilizar os máximos.
Se for ultrapassado por outro veículo, a recomendação é reduzir para médios assim que os faróis surgem no espelho retrovisor, retomando os máximos apenas quando o outro carro já se encontra a uma distância segura.
Curvas, autoestradas e novas tecnologias
O tipo de estrada também influencia o uso correto das luzes. Em autoestradas, os máximos podem ser utilizados desde que não haja risco de encandear outros condutores, especialmente quando existe separação física entre sentidos.
Já em estradas com curvas, o risco varia consoante a direção. Em curvas à direita, o feixe de luz pode incidir diretamente sobre os veículos em sentido contrário, aumentando o risco de encandeamento.
Por fim, muitos veículos modernos incluem sistemas automáticos que ajustam as luzes sem intervenção do condutor. Apesar de úteis, estes sistemas podem gerar alguma confusão entre os outros utilizadores da via, que podem interpretar incorretamente a intensidade da iluminação.
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