Nas curvas de montanha, a caixa de velocidades manual continua a ser celebrada por muitos como símbolo de ligação entre homem e máquina. Mas a sua presença nas estradas está a desaparecer com velocidade crescente. O ACP destaca as vantagens e desvantagens das caixas manuais face às automáticas.
Automáticas ganham o duelo mecânico
As vantagens outrora atribuídas às caixas manuais perderam força com a evolução tecnológica. Durante décadas, acreditou-se que o condutor com manete conseguia tirar mais rendimento do motor. Hoje, as transmissões automáticas, com até nove velocidades, escolhem a mudança ideal de forma mais eficiente.
Explica a mesma fonte que estas caixas não só consomem menos combustível como permitem maiores poupanças e menores emissões. O condutor médio, mesmo experiente, raramente supera o algoritmo da caixa automática.
Nos Estados Unidos, menos de 1% dos novos automóveis são vendidos com caixa manual, quando em 1980 essa percentagem era de 35%, conforme dados da Agência de Proteção do Ambiente.
Fim anunciado nas fábricas europeias
Na Europa, a Volkswagen prepara-se para abandonar completamente os modelos com transmissão manual. A decisão está alinhada com os regulamentos da União Europeia para a redução de emissões.
Conforme a mesma fonte, a lógica é clara: todas as formas de combustão poluem, mas as transmissões manuais, por não optimizarem automaticamente o consumo, tendem a ser menos eficientes.
Os eléctricos já nem têm mudanças
O avanço dos veículos eléctricos acelera esta transição. Estes utilizam uma transmissão de velocidade única, sem embraiagem ou manete, eliminando qualquer escolha de mudança.
Emissões e saúde pública na balança
Segundo dados do Our World in Data, os transportes rodoviários são responsáveis por 15% das emissões globais de gases com efeito de estufa.
Além disso, a poluição atmosférica provocada pelos veículos contribui para cerca de nove milhões de mortes anuais relacionadas com doenças respiratórias e pulmonares. O ruído, menos fatal mas igualmente prejudicial, agrava problemas de stress e perturbações do sono.
Noruega lidera o caminho com veículos elétricos
De acordo com a Agência Internacional da Energia, as vendas de veículos eléctricos triplicaram nos últimos três anos. A mesma entidade estima que, se a tendência se mantiver, poderá poupar-se até cinco milhões de barris de petróleo por dia até 2030.
Cidades como Oslo, onde os carros eléctricos são regra, mostram efeitos práticos: ar mais limpo, menos ruído e emissões reduzidas. A Noruega planeia proibir a venda de carros a gasolina em 2025.
Simulação da mudança para os nostálgicos
A Toyota está a desenvolver um sistema que simula uma transmissão manual num carro eléctrico. O objetivo é recriar a sensação tradicional sem comprometer a eficiência.
Segundo o ACP, esta solução poderá agradar a quem insiste em manter a sensação tátil e emocional da condução, mesmo que a embraiagem já não seja necessária.
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