O Festival MED regressa a Loulé entre 25 e 28 de junho, com uma programação que volta a ocupar a Zona Histórica da cidade e a alargar a experiência musical para além dos palcos principais.
Segundo o Município de Loulé, o evento pretende transformar esta zona da cidade num “ecossistema musical e cultural”, reunindo propostas que passam pela música erudita, jazz e eletrónica, em espaços que convidam o público a descobrir diferentes ambientes e formas de viver o festival.
MED Classic e MED Jazz reforçam programação
O MED Classic volta a ter lugar no interior da Igreja Matriz, com concertos entre 25 e 27 de junho, sempre às 19:45. A programação, com curadoria de Sérgio Leite, diretor do Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado, arranca com o Quarteto do “The English Concert”, que irá proporcionar uma viagem por instrumentos históricos e pela música antiga.

No dia 26, o público poderá assistir ao recital do Duo Berten D’Hollander & Anna Granik, que junta flauta transversal e piano. A encerrar o ciclo, o Duo Pedro Costa & Ilker Arcayürek apresenta uma proposta que cruza a voz de tenor com o piano.
No Open Day, marcado para domingo, 28 de junho, a Igreja Matriz abre portas às 19:00 para receber a Orquestra e Coro do Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado. Este momento contará ainda com a participação de alunos do programa ERASMUS, oriundos de Espanha e da Estónia.
O jazz também volta a marcar presença no festival através do MED Jazz, com programação da Mákina de Cena. Junto às Bicas Velhas, estão previstos três concertos, sempre às 23:45. O ciclo começa a 25 de junho com os espanhóis Javier Ortí Quarteto, que apresentam o álbum “Revelación”. No dia 26, o guitarrista português Francisco Neves lidera um quinteto num tributo ao contrabaixista Oscar Pettiford. A fechar, no dia 27, o Miguel Ângelo Trio apresenta “DISTOPIA”, trabalho nomeado para os Prémios Play 2026 e destacado pela revista Jazz.pt entre os melhores discos nacionais de 2025.
Novo MED Lounge estreia-se atrás da Igreja Matriz
Uma das novidades desta edição é o MED Lounge, instalado atrás da Igreja Matriz. O espaço surge como uma zona intimista e exclusiva, pensada para momentos de descanso durante o festival. De acordo com a autarquia, o conceito apresentado por Sylva Drums centra-se na “descompressão sensorial”, funcionando como contraponto à energia dos palcos principais.

Sylva Drums/Gharb Soul será o DJ residente, com sessões diárias a partir das 21:00. Às 23:00, cada noite contará com um convidado: Bruno Zarra, da Suíça, no dia 25; Osaba, de Espanha, no dia 26; e o português Di Venitto, no dia 27.
O Café Calcinha, espaço associado à memória do poeta António Aleixo, volta também a integrar a programação, com sessões duplas às 20:15 e 22:15. Por este palco passam Nanook, no dia 25, Amar Guitarra, no dia 26, e Eduardo Ramos, no dia 27.
Os mesmos artistas vão atuar no Mercado Municipal, que este ano terá uma integração plena no MED, com música e zona de restauração em funcionamento. Amar Guitarra atua a 25 de junho, Eduardo Ramos a 26 e Nanook a 27, também em sessões duplas.
No domingo, 28 de junho, durante o Open Day, as modas e o cante dos ALLCANTE juntam-se à festa.
Segundo o Município de Loulé, “propostas musicais não vão faltar”, numa edição em que a organização pretende “regressar à essência do Festival do MED”, assumindo a música como “a sua principal linguagem de promoção da multiculturalidade”.
Os bilhetes estão à venda no Cineteatro Louletano, na Loja MED, no stand do MED no Mar Shopping e na BOL.
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