Durante uma manobra de estacionamento, é comum continuar a rodar o volante mesmo depois de as rodas atingirem o ângulo máximo. O gesto parece inofensivo, mas pode submeter o sistema de direção assistida a um esforço desnecessário.
O problema não está simplesmente em estacionar com as rodas viradas. O cuidado principal consiste em não manter o volante em fim de curso durante vários segundos enquanto o motor e a assistência da direção continuam a funcionar.
Significado de ter o volante em fim de curso
O volante fica em fim de curso quando já atingiu o ponto máximo de rotação para a esquerda ou para a direita. A partir desse momento, insistir na viragem não aumenta significativamente o ângulo das rodas.
Nos automóveis com direção hidráulica, a bomba continua a trabalhar para tentar fornecer assistência. Embora o volante já não avance, o sistema permanece sujeito a pressão enquanto o condutor mantiver a força.
Fabricante recomenda não ultrapassar cinco segundos
No seu manual oficial sobre o sistema de direção, a Ford recomenda que o volante não seja mantido no ponto máximo de viragem durante mais de três a cinco segundos com o motor ligado.
Segundo o fabricante, esta precaução ajuda a prevenir danos no sistema de direção assistida. A utilização contínua e repetida do volante em condições exigentes também pode aumentar a temperatura do conjunto.
O que pode acontecer à direção hidráulica?
Quando o volante em fim de curso é mantido sob esforço, a bomba hidráulica trabalha com uma pressão elevada. Em alguns automóveis, o condutor poderá ouvir um ruído mais intenso proveniente do sistema.
Um contacto ocasional e muito breve com o limite não significa que vá ocorrer imediatamente uma avaria. O risco está sobretudo em manter ou repetir este comportamento durante períodos mais longos, particularmente em manobras apertadas.
Direções elétricas também podem aquecer
Nos veículos com direção assistida elétrica não existe uma bomba hidráulica, mas o sistema também pode aquecer quando é sujeito a movimentos intensos e repetidos. Alguns automóveis reduzem temporariamente a assistência para proteger os componentes.
Os manuais oficiais da Toyota explicam que movimentos frequentes do volante durante um período prolongado podem provocar o sobreaquecimento da direção elétrica.
Nessa situação, o volante poderá ficar temporariamente mais pesado até o sistema arrefecer.
Não é o mesmo que estacionar com as rodas viradas
Deixar o automóvel já desligado com as rodas viradas não equivale a manter o volante em fim de curso com a assistência em funcionamento.
A recomendação diz respeito ao esforço aplicado durante a manobra. Assim que o volante atingir o limite, o condutor não deve continuar a forçá-lo contra o batente.
Basta aliviar ligeiramente o volante
Durante o estacionamento, é possível utilizar todo o ângulo de viragem necessário. No entanto, ao sentir que o volante chegou ao fim de curso, deve aliviar ligeiramente a pressão ou recuá-lo alguns graus.
Este movimento retira o sistema da posição de esforço máximo sem comprometer a manobra. O cuidado é particularmente importante nos veículos com direção hidráulica e sempre que o motor permaneça ligado.
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