Entrar em Portugal de carro, sobretudo pelo Algarve, pode implicar uma paragem obrigatória logo após a fronteira para tratar do pagamento de portagens eletrónicas. A medida aplica-se em particular a veículos com matrícula estrangeira, que precisam de ativar um sistema válido antes de prosseguir viagem em autoestradas que tenham portagens.
De acordo com o jornal espanhol Hoy, uma das principais dúvidas entre condutores que atravessam a fronteira prende-se com o funcionamento das portagens portuguesas e a forma de pagamento. A coexistência de diferentes modelos de cobrança leva muitos automobilistas a procurar informação antes de iniciar a viagem, para evitar erros e eventuais penalizações.
Um sistema com várias formas de pagamento
Portugal mantém um modelo misto, com portagens tradicionais, onde o pagamento é feito no momento, e sistemas exclusivamente eletrónicos, que não implicam paragem. Esta combinação exige atenção por parte de quem entra no país sem qualquer dispositivo previamente associado.
Segundo a mesma fonte, existem várias soluções disponíveis para responder a estas situações, permitindo aos condutores escolher o método mais adequado ao tipo de viagem. No entanto, essa escolha deve ser feita antes da utilização das vias, sob pena de dificuldades na regularização posterior.
Mudanças nas autoestradas este ano
A partir do início deste ano, algumas vias deixaram de ter portagens na sequência de alterações legislativas aprovadas em Portugal, incluindo ligações relevantes à fronteira com Espanha. Esta decisão veio alterar o padrão de circulação em várias regiões.
O jornal Hoy refere que foram eliminadas as cobranças na A24, A25 e A22. Esta última assume particular relevância por atravessar o Algarve, sendo uma das principais vias utilizadas por quem entra no país pelo sul.
Easytoll obriga a parar à entrada
Apesar dessas mudanças, os condutores estrangeiros continuam a necessitar de um meio de pagamento válido para circular noutras autoestradas com portagens eletrónicas. A ausência de um sistema ativo pode resultar em encargos adicionais.
De acordo com o site dos CTT, o sistema Easytoll implica uma paragem em zonas devidamente sinalizadas à entrada de algumas vias, como é o caso da A22, onde o condutor deve “associar um cartão bancário à matrícula do seu veículo”. Este procedimento é essencial para garantir o pagamento automático das portagens.
Como funciona e quanto custa
Após a adesão ao Easytoll, os valores das portagens são debitados automaticamente sempre que o veículo passa nos pórticos eletrónicos existentes nas autoestradas abrangidas. O sistema elimina a necessidade de pagamento imediato.
Segundo a mesma fonte, “sempre que o veículo passar por um pórtico de portagem as taxas serão posteriormente debitadas na conta associada ao cartão bancário”. O serviço tem uma validade limitada e inclui uma taxa de adesão inicial de 0,74 euros.
Custos adicionais e regularização
Para além da taxa inicial, existem encargos adicionais associados a cada viagem realizada, que se somam ao valor das portagens propriamente ditas. Estes custos são aplicáveis a todos os utilizadores do sistema.
Conforme a mesma fonte, “aos valores das portagens em dívida acrescem custos administrativos de 0,32 € (IVA incluído) por viagem”. Caso o condutor não tenha aderido previamente a um sistema válido, pode ainda regularizar a situação através da plataforma PTTolls.
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