Uma investigação iniciada no princípio de julho permitiu reunir fortes indícios contra um homem de 36 anos, suspeito de manter a ex-companheira num ciclo prolongado de violência. O caso ocorreu no concelho de Loulé e envolveu agressões graves, ameaças e recurso a uma arma.
De acordo com o Notícias ao Minuto, o suspeito foi detido no passado sábado pela Polícia Judiciária, fora de flagrante delito, depois de terem sido emitidos mandados de detenção.
Segundo a PJ, os episódios de violência doméstica terão começado em setembro de 2024 e agravaram-se em abril de 2025, quando a vítima anunciou que estava grávida.
As agressões terão continuado até dezembro, mesmo depois de a relação ter terminado. Alguns dos episódios obrigaram a mulher a receber tratamento hospitalar.
Suspeito entrou durante a madrugada
Além das agressões físicas, o homem é suspeito de ter violado a ex-companheira no interior da residência onde esta vivia.
De acordo com as autoridades, terá entrado na habitação durante a madrugada e surpreendido a vítima com violência, empunhando uma arma para a impedir de resistir.
Depois dos factos, o suspeito colocou-se em fuga. A Polícia Judiciária iniciou diligências urgentes para recolher provas e esclarecer o sucedido.
Mulher conseguiu alertar a GNR
Antes de ser detido, o homem voltou a encontrar a ex-companheira na rua e terá exibido uma arma de fogo, obrigando-a a entrar na casa de uma vizinha.
A vítima conseguiu, contudo, alertar a Guarda Nacional Republicana, que se deslocou rapidamente ao local e cercou o imóvel.
O suspeito barricou-se dentro da habitação e voltou a ameaçar e a agredir sexualmente a mulher, segundo a informação divulgada.
Tentou fugir por uma janela
Após o ataque, o homem tentou abandonar a casa através de uma janela, mas acabou intercetado pelos militares da GNR.
O detido possui antecedentes policiais e criminais relacionados com crimes violentos, revelou a Polícia Judiciária.
As diligências realizadas permitiram reunir elementos considerados fortemente indiciadores da prática dos crimes, possibilitando a emissão dos mandados de detenção.
Investigação continua em Loulé
O homem será presente a primeiro interrogatório judicial para conhecer as medidas de coação que lhe serão aplicadas.
A investigação permanece a cargo da PJ, que pretende determinar toda a extensão da alegada atividade criminosa do suspeito.
O inquérito é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Loulé.
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