O Partido Socialista (PS) de Faro acusou o PSD de continuar a divulgar uma versão que, segundo os socialistas, não corresponde aos factos, apesar dos esclarecimentos já prestados sobre um lapso identificado num procedimento de contratação relacionado com a plataforma NIT.
Num esclarecimento público, a Comissão Política Concelhia do PS afirmou lamentar que o PSD tenha optado por insistir numa narrativa que, no seu entendimento, “sabe não corresponder à verdade”.
Segundo os socialistas, o lapso existente num anexo do caderno de encargos do procedimento de contratação da plataforma foi identificado, corrigido e explicado na reunião de Câmara, na Assembleia Municipal e, posteriormente, através de uma intervenção pública do presidente da Câmara Municipal de Faro.
O PS sustenta que seria legítimo esperar que a questão ficasse encerrada após esses esclarecimentos. Contudo, segundo o partido, o PSD Faro voltou a divulgar a mesma acusação apenas 17 minutos depois, “ignorando deliberadamente aquilo que já sabia”.
Para a estrutura concelhia socialista, “há um momento em que um erro deixa de ser um erro. Esse momento acontece quando os factos já são conhecidos e, ainda assim, se escolhe continuar a repetir uma narrativa que lhes é contrária. A partir daí, deixa de haver equívoco. Passa a haver má-fé política”.
Contrato destina-se à promoção do concelho
O PS Faro esclarece que o contrato em causa não se destina a promover o executivo municipal ou qualquer responsável político.
De acordo com os socialistas, o procedimento visa divulgar o concelho, o comércio, a restauração, a cultura, os eventos, as associações e a atividade económica local através de uma das maiores plataformas nacionais de comunicação digital.
“Perguntamos: é essa promoção do território que incomoda? Ou incomoda apenas que Faro seja promovido de forma competente e alcance públicos que durante anos nunca alcançou?”, questiona a Comissão Política Concelhia.
O PS recorda ainda que, quando governava o Município de Faro, o PSD contratou um serviço de assessoria política ao executivo durante dois anos, por cerca de 120 mil euros.
“Existe uma diferença essencial entre contratar assessoria política para um Executivo e contratar promoção territorial para um concelho. Confundir uma realidade com a outra pode servir uma estratégia de comunicação demagógica. Não serve a verdade”, afirma o partido.
Socialistas reclamam debate assente nos factos
A estrutura concelhia garante que continuará disponível para prestar esclarecimentos sobre os assuntos municipais, por considerar que a democracia é fortalecida pelo debate, pelo contraditório e pela transparência.
O partido rejeita, contudo, aquilo que classifica como a normalização de uma atuação política assente na repetição consciente de informações que já foram esclarecidas, com o objetivo de alimentar a polémica.
“A democracia exige oposição. Mas exige, acima de tudo, honestidade intelectual”, salienta o PS Faro.
“Os cidadãos merecem mais do que uma política construída sobre insinuações. Merecem respeito pelos factos”, conclui a Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Faro.
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