Um grupo de Cidadãos Indignados vai realizar este sábado, dia dia 11 de julho, às 09:30, junto à entrada da Praia dos 3 Irmãos, em Alvor, o terceiro protesto público contra a cobrança de estacionamento no acesso àquela zona balnear.
Numa nota enviada às redações, o grupo contesta aquilo que classifica como “cobrança ilegal e abusiva de estacionamento no acesso à Praia dos 3 irmãos”, defendendo que a situação tem causado descontentamento entre utilizadores da praia.
Grupo contesta pagamento de três euros
Segundo os subscritores da nota, a falta de alternativas de estacionamento naquela zona, que consideram ser da responsabilidade da Câmara Municipal de Portimão, leva muitos condutores a utilizar, há décadas, um terreiro de terra batida que inclui a denominada Rua da Praia dos 3 Irmãos.
O grupo afirma tratar-se de uma área “que não está delimitada e sem quaisquer condições” e acusa o Grupo Pestana de, neste verão, cobrar três euros por viatura aos automobilistas que ali estacionem.
De acordo com os Cidadãos Indignados, o Grupo Pestana alega ser proprietário de toda a área, “incluindo a rua de utilização pública desde tempos imemoriais”. O grupo acrescenta que a situação é agravada pela colocação de uma cancela na entrada de acesso à praia, sustentando que “só entrando quem pagar os 3 euros”.
Na nota, os subscritores consideram que “trata-se de um verdadeiro abuso e da apropriação do espaço público”.
Acordo com residentes também é criticado
Os Cidadãos Indignados criticam ainda o acordo recentemente firmado entre a Câmara Municipal de Portimão e o Grupo Pestana, na sequência de protestos anteriores, que prevê a isenção do pagamento para residentes no concelho.
Segundo o grupo, apesar da isenção, os residentes têm de apresentar no local um atestado de residência, o que, defendem, “não faz qualquer sentido”, uma vez que a maioria não dispõe desse documento no momento.
A nota sustenta ainda que existe “uma violação do princípio da igualdade entre as pessoas”, apontando como exemplo todos aqueles que têm casa ou família no concelho, mas residem fora, e que, por isso, acabam por ser discriminados.
Os subscritores afirmam também que, em anos anteriores, o valor cobrado se destinava à Cruz Vermelha, enquanto agora, segundo dizem, segue diretamente para o Grupo Pestana.
“Se os cidadãos não protestarem, qualquer dia ainda vão proibir a entrada de pessoas que circularem a pé para a praia”, afirma o grupo.














