Uma mulher brasileira de 55 anos está desaparecida em Portugal desde o início de dezembro, depois de ter informado a família que iria passar um fim de semana no Algarve com uma amiga que teria conhecido num autocarro. O desaparecimento levou à intervenção da PSP e mantém familiares e autoridades à procura de respostas sobre o que aconteceu após essa deslocação.
O caso envolve Lucinete Freitas, residente na Amadora, onde trabalhava como ama, e que deixou de dar notícias depois de comunicar que não regressaria a casa nem cumpriria compromissos previamente marcados, numa decisão que, segundo a família, surgiu de forma inesperada.
Último contacto aconteceu na noite anterior à viagem
Lucinete Freitas chegou a Portugal em abril, vinda de Aracoiaba, no interior do estado do Ceará, no Brasil, com o objetivo de se estabelecer no país e mais tarde trazer o marido e o filho, de 14 anos, que permaneceram em Fortaleza. A mudança fazia parte de um plano familiar que estava em curso desde o início do ano.
De acordo com a rádio Mundial FM, o último contacto com a família ocorreu na noite de 5 de dezembro, cerca das 22:30 h em Portugal. Nessa conversa, Lucinete explicou ao marido que não iria comparecer a uma visita a um apartamento, agendada para o dia seguinte, por ter decidido viajar para o Algarve na companhia de uma amiga.
Fim de semana que nunca terminou
Segundo a mesma fonte, após essa chamada, todas as tentativas de contacto falharam. Lucinete deixou de atender o telefone e não respondeu a mensagens, situação que se prolongou nos dias seguintes sem qualquer explicação conhecida.
No sábado, 6 de dezembro, a mulher não compareceu à visita ao imóvel nem regressou ao trabalho. A ausência prolongada e sem aviso levou os patrões a manifestarem preocupação e a apresentarem queixa de desaparecimento numa esquadra da PSP.

Amiga conhecida em transporte público permanece incógnita
Um dos elementos centrais do caso é a identidade da mulher com quem Lucinete terá viajado. Conforme a mesma fonte, a família desconhece quem seja essa alegada amiga, descrita como alguém que teria sido conhecida num autocarro, pouco tempo antes do desaparecimento.
O marido de Lucinete refere que a situação é envolta em incerteza. Acrescenta a publicação que, numa ocasião anterior, a mulher chegou a levar uma conhecida a casa dos patrões, identificando-a como alguém que tinha conhecido nos transportes públicos, sem que isso tivesse levantado suspeitas na altura.
Queixa apresentada e investigação em curso
Perante a ausência injustificada ao trabalho e a falta de contacto, os empregadores avançaram com uma participação junto da PSP. De acordo com a Mundial FM, as autoridades portuguesas acompanham o caso, procurando apurar o percurso feito por Lucinete e os contactos mantidos nos dias anteriores à viagem.
Até ao momento, não foram divulgados detalhes sobre eventuais diligências no Algarve ou sobre a existência de registos que permitam confirmar a estadia da mulher na região, mantendo-se a investigação em aberto.
Família afasta desaparecimento voluntário
A família descreve Lucinete Freitas como uma pessoa trabalhadora, sociável e determinada, afastando a hipótese de um afastamento intencional. Nada nas conversas mantidas antes do desaparecimento indicava uma decisão de cortar contactos ou abandonar os planos familiares.
O caso permanece sem esclarecimento e continua sob investigação, enquanto familiares aguardam informações que permitam compreender o que aconteceu após a viagem anunciada ao Algarve.
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