A exposição coletiva “Mão de Baraka”, que reúne obras de dez artistas em torno da simbologia, memória e da espiritualidade mediterrânica, vai ser inaugurada na sexta-feira na Alfaia, em Loulé, foi hoje anunciado.
A mostra propõe uma leitura contemporânea da Hamsá (símbolo-talismã com a aparência da palma da mão associado ao misticismo mediterrânico), cuja presença pode ser observada nos Banhos Islâmicos de Loulé, refletindo sobre crenças e símbolos que atravessam culturas e épocas, refere a organização em comunicado.

O projeto estabelece uma ligação entre a história do território louletano e a herança cultural do Mediterrâneo, destacando as sucessivas influências fenícias, romanas, islâmicas e cristãs que moldaram a região.
Hamsá tem origem no Mediterrâneo oriental e no Próximo Oriente
Conhecida como “Mão de Fátima” na tradição islâmica e “Mão de Miriam” no contexto judaico, Hamsá tem origem no Mediterrâneo oriental e no Próximo Oriente, onde era utilizada como amuleto de proteção.
No hinduísmo e budismo, o símbolo relaciona-se com os cinco sentidos, os fluxos de energia do corpo e os princípios da vida, refere a nota, acrescentando que a sua genealogia simbólica inclui ainda referências a “Tanit”, divindade fenício-púnica associada à fertilidade, regeneração e proteção.
A exposição evoca também o conceito de “baraka”, entendido “como uma energia espiritual ou bênção que atravessa corpos, objetos e lugares”, estabelecendo pontes entre diferentes tradições culturais e religiosas.
Mostra apresenta trabalhos de dez artistas
A mostra coletiva apresenta trabalhos de dez artistas, entre eles Ana André, Ana Rita de Arruda, Boris Eldagsen e Daniel Costa, abrangendo linguagens como instalação, vídeo, pintura, cerâmica, têxtil e objeto.
O projeto integra ainda uma excursão a Salir, no domingo, sob orientação da investigadora Filipa Araújo, que irá percorrer locais associados à memória andalusina e ao imaginário da Moura Encantada.
Com entrada livre, a exposição poderá ser visitada no centro de arte Alfaia, em Loulé, distrito de Faro, até ao dia 22 de agosto.
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