O Museu da Cortiça, instalado na Fábrica do Inglês, em Silves, recebeu mais de 250 visitantes na noite de 11 de julho, durante uma iniciativa que reuniu património industrial, música, gastronomia e criação local.
O espaço esteve aberto à comunidade entre as 18:00 e as 21:00, permitindo ao público conhecer ou revisitar a história da cortiça e do complexo fabril que a acolheu ao longo de décadas. A organização assinala que o encontro devolveu ao edifício “memórias e sorrisos partilhados entre gerações”.

Segundo a entidade promotora, a afluência registada demonstra que a comunidade reconhece na Fábrica do Inglês não apenas um espaço museológico, mas também um lugar de pertença e de encontro.
Música contemporânea ocupou as antigas naves
A programação ganhou uma nova dimensão às 19:30, com o concerto Ressonâncias, promovido pela cooperativa local “devagarquetenhopressa”, sob a direção de Cristina Calvino.

De acordo com a organização, a música instalou-se entre as paredes da antiga fábrica, estabelecendo “um diálogo sensível entre o património industrial e a criação contemporânea”.
A noite contou igualmente com a participação de produtores locais. Artesanato, moda, especialidades gastronómicas e food trucks ocuparam o pátio da fábrica, criando um percurso dedicado aos sabores e ofícios do território.
“Esta noite confirmou o que sempre acreditámos: a Fábrica do Inglês não é apenas um museu, é um ponto de encontro. Ver mais de 250 pessoas a partilhar memórias, música e produto local dentro destas paredes é a prova de que este património tem um lugar vivo no presente de Silves”, afirmou um porta-voz da Carvoeiro Branco.
Museu mantém visitas por marcação
Nos próximos meses, o Museu da Cortiça continuará aberto ao público de quarta-feira a sábado, entre as 09:30 e as 13:00, através de visitas por marcação destinadas a grupos e visitantes individuais.
As reservas podem ser efetuadas através do site do Museu da Cortiça, pelo telefone 925 646 650 ou através do endereço eletrónico [email protected].

A Fábrica do Inglês foi adquirida em 2025 pela Antrix, que detém o complexo em conjunto com a Carvoeiro Branco.
Segundo o comunicado, o projeto tem como objetivo restituir à cidade o monumento industrial e o Museu da Cortiça nele instalado.
Leia também: Operação policial em Tavira termina com detenção por tráfico e apreensão de 224 doses de haxixe




















