O Núcleo Regional do Sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro, através do Grupo de Apoio de Faro, promove no próximo dia 5 de março, às 17:30, uma nova sessão da iniciativa “Conversas sobre o Ciclo da Vida – Espaço seguro para falar, ouvir e partilhar!”. O encontro realiza-se nas instalações do Núcleo Regional de Faro da instituição.
Falar sobre a morte continua a ser, para muitas pessoas, um tema marcado pelo silêncio e pelo desconforto. No contexto oncológico, esta realidade assume particular relevância, atravessando o quotidiano de doentes, familiares, cuidadores e sobreviventes, muitas vezes sem espaço para expressão emocional.
É neste enquadramento que surge o projeto “Conversas sobre o Ciclo da Vida”, criado para proporcionar um ambiente seguro, humano e acolhedor, onde estas partilhas possam acontecer de forma aberta e respeitosa.
Inspirada no conceito internacional Death Café, a iniciativa não tem caráter terapêutico, mas propõe encontros mensais de conversa informal, centrados na reflexão sobre a finitude, o sentido da vida, os valores pessoais e as prioridades individuais. O objetivo passa por reduzir o isolamento emocional, quebrar o tabu associado à morte e fomentar o apoio mútuo através da partilha de experiências.
Encontros mensais dinamizados por profissionais
As sessões destinam-se a doentes oncológicos, familiares e cuidadores, sobreviventes de cancro, voluntários da Liga e membros da comunidade. Serão dinamizadas pela enfermeira Isa Mondim e pela psicóloga Elisabete Mesquita, ambas com experiência no acompanhamento clínico e emocional de pessoas com doença oncológica e respetivas famílias.
A iniciativa decorrerá mensalmente, com a duração aproximada de 1:30, em formato de roda de conversa. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia.
Com este projeto, a Liga Portuguesa Contra o Cancro reforça a importância de uma abordagem integral e humanizada no acompanhamento da doença oncológica, reconhecendo que cuidar também implica criar espaço para falar, ouvir e partilhar, inclusive sobre temas que permanecem socialmente sensíveis.
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