O Município de Lagos validou os termos da parceria a estabelecer com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para avançar com a estabilização da arriba da Praia do Pinhão e da zona envolvente.
O protocolo de delegação de competências entre a APA e o município permitirá desencadear estudos, projetos e intervenções necessários à estabilização daquele troço costeiro, minimizando os riscos para pessoas e bens após a derrocada ocorrida em janeiro de 2024.

Segundo o Município de Lagos, a intervenção pretende também mitigar o impacto visual provocado pelo colapso da arriba e garantir maior segurança aos utilizadores do passadiço adjacente.
A minuta do protocolo terá ainda de ser aprovada pela Assembleia Municipal antes do avanço formal do processo.
Estudos geológicos vão aprofundar diagnóstico da arriba
O município explica que a prospeção geofísica já realizada não permite avaliar totalmente a existência de outras cavidades cársicas na zona.
Por esse motivo, será realizado um estudo geológico e geotécnico complementado com sondagens mecânicas, permitindo identificar soluções de estabilização adequadas e elaborar o respetivo projeto de execução.
Todos os encargos financeiros da operação ficarão a cargo da autarquia, enquanto a APA assegurará apoio técnico aos estudos e à candidatura a financiamento através do Programa Temático para a Ação Climática e Sustentabilidade.
O modelo segue a mesma lógica adotada anteriormente na intervenção realizada na arriba da Praia Dona Ana.
Município admite renaturalização da arriba
Durante a reunião de câmara, o presidente da autarquia, Hugo Pereira, admitiu que dificilmente será reposto o antigo baluarte de pedra argamassada e a escadaria conhecida como “as escadas do Canelas”, devido ao colapso da própria arriba onde assentavam.
O autarca defende, contudo, que a intervenção permita “conter o agravamento da situação, minimizar o risco para os visitantes do passadiço adjacente e preservar a dignidade e memória do lugar”.
Hugo Pereira sublinhou ainda que “o protocolo não é um cheque em branco” e que “a execução desta intervenção pelo município dependerá, também, da existência de financiamento por via de fundos comunitários ou de verbas do Estado”.
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