Depois de conquistar o Campeonato do Mundo de Futebol 2026, a seleção espanhola regressou esta segunda-feira a casa, onde é aguardada por uma receção de dimensão histórica. As autoridades de Madrid esperam cerca de um milhão de pessoas nas ruas da capital para celebrar o segundo título mundial da história de Espanha.
A equipa orientada por Luis de la Fuente venceu a Argentina na final disputada no domingo, graças a um golo apontado no prolongamento, encerrando uma campanha que terminou com a conquista do troféu 16 anos depois do primeiro título, alcançado na África do Sul, em 2010.
O entusiasmo fez-se sentir logo após o apito final, com milhares de adeptos a encherem praças e ruas por todo o país para festejar a vitória, incluindo em regiões como a Catalunha e o País Basco, onde também se registaram celebrações em grande escala.
Madrid prepara receção histórica
A seleção aterrou esta segunda-feira no aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas, trazendo consigo o troféu de campeã do Mundo, antes de iniciar um programa de celebrações oficiais.
Após um breve período de descanso, os jogadores foram recebidos pela Família Real no Palácio da Zarzuela e, mais tarde, seguiram para o Palácio da Moncloa, onde foram homenageados pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.
O ponto alto das comemorações será um desfile num autocarro descapotável pelas principais avenidas de Madrid, terminando na emblemática praça de Cibeles, palco habitual das grandes celebrações do futebol espanhol.
Um milhão de adeptos esperados
As autoridades estimam que cerca de um milhão de pessoas acompanhem o percurso da seleção e marquem presença na praça de Cibeles para celebrar a conquista do Mundial.
Para garantir a segurança do evento, foram mobilizados aproximadamente 2.500 agentes policiais, estando montado um amplo dispositivo de segurança ao longo de todo o percurso.
Vitória une um país dividido
A conquista do Mundial dominou também as capas e editoriais da imprensa espanhola. Jornais como o El País e o El Mundo destacaram o impacto da seleção num contexto marcado por forte polarização política.
Os dois diários consideram que a equipa nacional conseguiu criar um raro momento de união, reunindo adeptos de diferentes regiões e sensibilidades em torno de um objetivo comum.
Para muitos comentadores, a diversidade do grupo, o estilo de jogo e a ligação criada com os adeptos fizeram desta seleção um símbolo de uma Espanha mais unida, numa conquista que ficará marcada como um dos momentos mais importantes da história recente do futebol espanhol.
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