Na sequência de um artigo de opinião, que publiquei no início de fevereiro deste ano, que versava sobre estes temas, e tendo acontecido ainda ontem ao fim do dia mais um atropelamento junto da Farmácia, venho, uma vez mais, chamar a atenção dos responsáveis (CMT,CCDR Algarve / Infraestruturas de Portugal-IP, Governo da República), para a urgente necessidade de se resolver o grave problema que é o atravessamento da povoação pela Estrada Nacional 125.
1 – Desde os anos sessenta do século passado, que os sucessivos governantes locais eleitos, prometem instar as entidades competentes para a resolução do problema.
Por várias vezes, estudos de traçados de uma variante, foram equacionados, o último dos quais na altura da criação da PPR – Rotas do Litoral do Algarve, tendo havido até o necessário levantamento topográfico.
Por questões que ainda decorrem nos tribunais, este projeto, tal como os anteriores, ficou esquecido na gaveta de um qualquer decisor, deixando os habitantes desta Vila e os utilizadores desta via em constante insegurança.
O aglomerado urbano, atravessado por esta via tem, cerca de metade das habitações desabitadas e em adiantado estado de degradação, pondo em risco a integridade física de quem tem que utilizar os exíguos “passeios” pedonais, para ir aos vários estabelecimentos comerciais e Centro de Dia da Casa do Povo, Farmácia, Estação da CP, etc. Esse risco é potencialmente agravado pela elevada intensidade de circulação automóvel, em que alguns condutores, desrespeitando as normas de segurança e o Código de Estradas, circula em velocidade excessiva, sem respeitar sinalização e as poucas passadeiras existentes.
Essas zonas pedonais não têm quaisquer condições para utilizadores de mobilidade reduzida (rampas ou rebaixamento de lancis), o que provoca grandes constrangimentos.
2 – Por outro lado e, relativamente às condições de mobilidade e circulação, nas várias artérias da povoação, é notória a falta de espaços de estacionamento para o elevado número de veículos, quer dos residentes, quer dos restantes que, por razões diversas, principalmente nas deslocações à Igreja, Caixa de Crédito Agrícola e Junta de Freguesia (que distam escassos metros entre si), têm necessidade de estacionar os seus veículos, fazendo-o, na maior parte das vezes, de modo desordenado, prejudicando outros que por ali circulam.
A agravar esta situação, são licenciados novos blocos de apartamentos, no caso concreto na Estrada da Palmeira, sem que se criem novos espaços de estacionamento nem zonas verdes, sabendo-se que, nos tempos que correm, são necessários, pelo menos, dois a três lugares de estacionamento ou mais, por cada um dos fogos construídos.
Sendo certo que o Executivo da Junta de Freguesia não tem qualquer poder decisório nestas matérias, a não ser alertar o Executivo Municipal, o que tem feito, o facto é que continuamos há anos, há décadas, sem se vislumbrarem soluções.
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