O Tribunal de Faro condenou hoje a 25 anos de prisão um homem pelo homicídio de uma cidadã brasileira, também de 25 anos, que conheceu no Algarve e cujo corpo foi encontrado carbonizado no Alentejo.
José Mascarenhas recebeu a pena máxima pelo homicídio de Josielly Fontes, ocorrido em dezembro de 2022, depois de o tribunal ter dado como provados os crimes de homicídio qualificado, furto, profanação de cadáver, abuso de cartão na forma tentada e falsidade informática.
De acordo com o acórdão, o arguido, que tinha conhecimento das elevadas quantias de dinheiro que a vítima obtinha através da prostituição, delineou um plano para se apoderar dos seus cartões bancários, recorrendo à força física para subtrair os seus bens.
Na tarde de 6 de dezembro de 2022, a jovem saiu de Vilamoura para se encontrar com José Mascarenhas, seguindo ambos numa viatura emprestada e conduzida pelo arguido, tendo sido entre os dias 6 e 7 que Josielly foi morta, em circunstâncias e hora não apuradas.
Homem tentou usar cartões bancários da vítima antes de abandonar a viatura e o telemóvel
O homem tentou levantar dinheiro em Boliqueime, mas introduziu um código errado, tendo depois conduzido até Santana da Serra, onde conseguiu que a funcionária de um bar intermediasse a transferência de 920 euros da conta da vítima.
A viatura usada pelo homicida viria depois a ser encontrada abandonada, em 22 de dezembro, no Algarve, com o telemóvel da vítima no interior, tendo o cadáver carbonizado sido encontrado cerca de três semanas depois em Santana da Serra, Ourique, já no distrito de Beja.
Segundo o acórdão do tribunal, o homem, que se tinha tornado cliente de Josielly e ganhou a sua confiança, “não mostrou arrependimento ou empatia para com a vítima”, a quem “quis tirar vida”, embora não se tenha conseguido apurar em que momento tomou essa decisão.
Em agosto deste ano, José Mascarenhas foi também acusado pelo Ministério Público (MP) de, em junho de 2022, matar e profanar o cadáver de uma motorista de TVDE cujo corpo foi encontrado no interior de uma mala, em Almancil.
Sandra Andrade tinha 49 anos e era residente em Quarteira, sendo condutora de um veículo de transporte de passageiros e também guia turística.
















