Milhões de turistas viajam todos os anos para Espanha, mas há uma regra que muitos desconhecem. Os visitantes de países fora do espaço Schengen podem ser chamados a provar que têm dinheiro suficiente para suportar a estadia, além de apresentarem documentos como passaporte válido, alojamento e bilhete de regresso.
De acordo com o portal britânico Daily Mail, a exigência ganhou maior destaque depois do Brexit, uma vez que os cidadãos britânicos passaram a estar sujeitos às regras aplicáveis a viajantes de fora da União Europeia e do espaço Schengen. Ainda assim, o princípio não é exclusivo de Espanha e existe também noutros países europeus.
Quanto dinheiro pode ser exigido?
Segundo a informação citada pela imprensa britânica, Espanha exige que os visitantes possam comprovar meios económicos equivalentes a 122,10 euros por pessoa e por dia em 2026. Além disso, existe um valor mínimo global de 1.089,90 euros, mesmo para estadias mais curtas.
Na prática, um turista que fique apenas quatro dias pode não precisar apenas do valor diário multiplicado pelos dias de viagem. Terá de cumprir também o montante mínimo previsto pelas regras espanholas, caso lhe seja pedido esse comprovativo à chegada.
A prova de meios pode ser feita através de dinheiro, cheques de viagem, cartão de crédito acompanhado de extrato bancário atualizado, caderneta bancária ou outro documento que comprove o valor disponível. De acordo com a informação divulgada, cartas bancárias ou extratos online podem não ser aceites.
Regra pode levar à recusa de entrada
Quem não cumprir os requisitos de entrada pode ver a entrada recusada. No entanto, não é claro até que ponto estas verificações são feitas de forma sistemática nas fronteiras ou se acontecem apenas em situações específicas.
Além da prova de dinheiro suficiente, as autoridades podem pedir outros documentos. Entre eles estão passaporte válido, visto quando aplicável, comprovativo de alojamento, bilhete de regresso ou prova de viagem para outro destino.
A regra não significa que todos os turistas sejam automaticamente fiscalizados. Ainda assim, quem viaja deve estar preparado, sobretudo em períodos de maior movimento nos aeroportos e fronteiras.
Espanha não é caso único
Outros países europeus também podem exigir prova de meios financeiros. Em França, por exemplo, os viajantes com reserva de hotel podem ser chamados a demonstrar que têm 65 euros por dia. Sem comprovativo de alojamento, o valor diário pode subir para 120 euros.
Em Itália, os turistas também podem ser questionados sobre a capacidade financeira para a estadia, embora o valor varie consoante a duração da viagem e o tipo de alojamento. Podem ainda ser pedidos documentos como seguro de viagem, prova de alojamento e bilhete de regresso.
Portugal também pode pedir a viajantes de fora do espaço Schengen prova de meios económicos, bem como bilhete de saída ou regresso. Estas regras fazem parte dos requisitos gerais de entrada no espaço europeu para determinados visitantes.
Mais cuidados nas viagens deste verão
As exigências financeiras juntam-se a outros cuidados que os turistas devem ter antes de viajar. No caso dos britânicos, por exemplo, continuam a surgir problemas relacionados com a validade dos passaportes e com a chamada regra dos 10 anos.
Além disso, o novo sistema europeu de entradas e saídas, conhecido como EES, tem causado preocupação em vários países devido ao risco de filas e atrasos. O sistema prevê o registo biométrico de viajantes de fora da União Europeia, incluindo impressões digitais e fotografia.
A recomendação para quem viaja é simples: confirmar as regras antes da partida, levar documentação organizada e garantir que consegue comprovar alojamento, regresso e meios financeiros.
No caso de Espanha, a regra pode passar despercebida a muitos turistas, mas continua prevista nos requisitos de entrada. Para evitar surpresas, o melhor é viajar com comprovativos atualizados e não assumir que a entrada será sempre automática.















