Ao londo desta semana, a greve dos profissionais da educação no concelho de Portimão continua a registar forte adesão, com assistentes operacionais e outros trabalhadores a concentrarem-se diariamente junto às escolas numa demonstração de mobilização contínua.
Em causa estão problemas relacionados com a falta de assistentes operacionais, a sobrecarga de trabalho e dificuldades no funcionamento das escolas, sobretudo nas cantinas e refeitórios.
Os trabalhadores alertam ainda para a necessidade de requalificação de vários estabelecimentos de ensino, considerando que a situação compromete o acompanhamento e a segurança dos alunos.
Sindicato fala em problemas estruturais
Segundo o Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.TO.P.), a continuidade da adesão à greve demonstra que os problemas identificados “são estruturais e persistentes”.
“A presença diária dos profissionais junto às escolas demonstra que esta não é uma paralisação ocasional. É uma resposta a uma realidade que se mantém e que afeta diretamente o funcionamento das escolas e as condições oferecidas aos alunos”, refere fonte sindical.
O sindicato considera que a mobilização dos trabalhadores reflete o descontentamento acumulado perante a ausência de respostas concretas para os problemas identificados nas escolas do concelho.
Trabalhadores dizem que anúncios não resolveram problemas
Na sequência de uma reunião realizada com a Câmara Municipal de Portimão, a autarquia anunciou um conjunto de medidas que pretende implementar. Contudo, o S.TO.P. afirma que essas intenções ainda não produziram efeitos práticos no terreno.
“A realidade nas escolas não se altera com anúncios”, sublinha a mesma fonte.
De acordo com o sindicato, não foi alcançado qualquer acordo com a autarquia e os trabalhadores decidiram, em plenário, manter a greve em curso.
Foi ainda aprovada a possibilidade de avançar para uma segunda fase de paralisação durante a primeira semana de aulas de setembro, caso não sejam apresentadas respostas efetivas às reivindicações.
Sindicato disponível para reunir com pais
Os profissionais contestam também a ideia de que a greve resulte de desinteresse ou comodismo, defendendo que a participação diária junto às escolas exige empenho e compromisso continuado.
“A continuidade desta greve, com profissionais todos os dias à porta das escolas, demonstra que esta é uma luta exigente, centrada na melhoria das condições para os alunos e no funcionamento das escolas”, acrescenta a mesma fonte.
O S.TO.P. revelou ainda disponibilidade para reunir com as associações de pais, com o objetivo de esclarecer a situação e reforçar a necessidade de soluções concretas. Até ao momento, não foi anunciada qualquer data para esse encontro.
Os trabalhadores garantem que vão manter a mobilização enquanto não forem apresentadas medidas com impacto efetivo no funcionamento das escolas.
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