Com o início da época estival e a aproximação das férias de verão, a Guarda Nacional Republicana está a reforçar as ações de policiamento de proximidade e a alertar a população para a necessidade de adotar medidas preventivas contra furtos em residências, sobretudo em períodos em que muitas casas ficam temporariamente desocupadas.
O fenómeno assume particular relevância no Algarve. Segundo os dados divulgados pela GNR, o distrito de Faro registou 371 furtos em residências até 31 de maio de 2026, sendo o território com maior número de ocorrências na zona de responsabilidade da Guarda, à frente do Porto (255), Lisboa (216), Setúbal (205) e Leiria (183).
Habitações desocupadas são alvo preferencial
A GNR refere que tem acompanhado este tipo de criminalidade com especial atenção, no âmbito da sua missão de proteção de pessoas e bens. Apesar de se verificar uma ligeira diminuição nos últimos anos, os furtos em residências continuam a ser motivo de preocupação.
Na zona de responsabilidade da Guarda, foram registados 6.469 crimes em 2024, 6.275 em 2025 e 2.344 até 31 de maio de 2026, considerando furtos em residências com e sem arrombamento ou escalamento. No mesmo período, a GNR deteve 129 pessoas em 2024, 132 em 2025 e 54 até ao final de maio deste ano.
Segundo a Guarda, os autores deste tipo de criminalidade procuram habitualmente habitações que aparentam estar desocupadas, recorrendo à observação de rotinas e a sinais exteriores de ausência, como estores fechados, correspondência acumulada, falta de iluminação ou ausência de movimento. A GNR alerta ainda que, por vezes, estes indivíduos recorrem a informação publicada nas redes sociais.
Os acessos mais vulneráveis são portas, janelas, varandas, garagens e zonas menos visíveis. Entre os bens mais visados estão dinheiro, joias, ouro, relógios, equipamentos eletrónicos, pequenos eletrodomésticos e outros objetos de valor facilmente transportáveis.
GNR recomenda cuidados antes das férias
Perante o aumento da deslocação de pessoas durante o verão, a Guarda aconselha os cidadãos a certificarem-se de que portas, janelas, portões, garagens e anexos ficam devidamente fechados e trancados antes de se ausentarem.
A GNR recomenda também que sejam evitados sinais evidentes de ausência, como correspondência acumulada, estores completamente fechados ou iluminação exterior desligada. Sempre que possível, os cidadãos devem pedir a familiares, amigos ou vizinhos de confiança que verifiquem a residência e recolham a correspondência.
A Guarda aconselha ainda a não divulgar nas redes sociais informações detalhadas sobre viagens, férias ou períodos de ausência, a guardar bens de valor em local seguro e a manter registo fotográfico, números de série e faturas. O uso de temporizadores de iluminação, sistemas de alarme e videovigilância, bem como a remoção de ferramentas ou objetos deixados no exterior que possam facilitar o acesso, são outras das recomendações.
A GNR sublinha que “a prevenção destes crimes depende em grande medida da redução de oportunidades e da colaboração ativa da comunidade.” Sempre que se ausentem por períodos prolongados, os cidadãos podem contactar o Posto Territorial da GNR da sua área de residência para obter informações sobre medidas de prevenção e programas de policiamento de proximidade.
Em caso de furto, a população deve preservar o local e não mexer em objetos até à chegada das autoridades, de forma a permitir a recolha de vestígios.
A Guarda reforça que “a colaboração da população é fundamental para a prevenção e deteção deste tipo de criminalidade”, devendo qualquer situação suspeita ser comunicada ao Posto Territorial da GNR territorialmente competente ou, em caso de urgência, através do número europeu de emergência 112.
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