A vila de Salir, no coração da serra algarvia, volta a ser palco, entre quinta-feira e sábado (29 a 31 de maio), de mais uma edição da emblemática Festa da Espiga, que celebra as raízes, a cultura e a identidade das gentes do interior do concelho de Loulé.
Em comunicado, a Freguesia de Salir, entidade organizadora em parceria com a Câmara Municipal de Loulé, sublinha que “as mais genuínas tradições do interior algarvio estão de regresso à Vila de Salir, para mais uma edição da histórica Festa da Espiga”.

O evento, que decorre ao longo de três dias, atrai milhares de visitantes e mobiliza a comunidade local que, com empenho, se dedica à decoração das ruas, à preparação dos carros alegóricos, à organização da Festa das Espiguinhas para os mais novos e à promoção da gastronomia serrana, marcada por sabores tradicionais e acolhedores.
Um dos pontos altos da celebração será, como habitualmente, o cortejo etnográfico, que percorre a Rua José Viegas Gregório até à tribuna presidencial, onde são declamados poemas de improviso — ora em tom de felicitação, ora em tom de reivindicação, conforme manda a tradição.

A Freguesia de Salir refere que este desfile “marca a origem desta festa”, contando com mais de 20 tratores e cerca de 200 figurantes, representando lugares da freguesia e profissões tradicionais da Serra do Caldeirão. O cortejo é acompanhado por grupos de folclore locais, como o Rancho Folclórico “As Mondadeiras das Barrosas” e o Grupo Etnográfico da Serra do Caldeirão – Cortelha.
A edição de 2024 aposta ainda numa forte componente musical com concertos de Sons do Minho, Ana Moura e Revenge of the 90s, entre outros nomes nacionais.

A Festa da Espiga, integrada nas comemorações municipais de Loulé, é considerada, segundo a organização, “uma verdadeira e digna representante dos usos e costumes deste território” e assinala também a simbólica quinta-feira da Ascensão, momento tradicionalmente associado à apanha do ramo da espiga.
A Freguesia de Salir convida todos a marcar presença: “Nos dias 29, 30 e 31 de maio, Salir enche-se de animação, artesanato, folclore, música, gastronomia e desfiles etnográficos — tudo com entrada livre”.
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