A sétima edição da FAVA – Feira do Ambiente e Vegan do Algarve realiza-se entre 18 e 20 de setembro, no Parque Municipal de Loulé, e prevê servir cerca de cinco mil refeições de origem vegetal ao longo dos três dias.
Apresentada pela associação Benfazer como a “maior feira vegan de Portugal”, a iniciativa regressa com três dias “dedicados à sustentabilidade, à alimentação de base vegetal, ao consumo consciente e ao bem-estar”, segundo a organização.
Criada em 2018, a feira contará este ano com “mais de 100 expositores, 100 atividades e 14 mil metros quadrados de recinto”, terá entrada gratuita e espera receber “milhares de visitantes de diversas regiões do país”.
Ao longo do evento estarão representados mais de 20 setores, entre os quais agricultura, alimentação, artesanato, jardinagem, livros e vestuário, através de mais de uma centena de expositores.
Organização quer chegar às cinco mil refeições
Nas dezenas de espaços gastronómicos presentes, será possível experimentar diferentes propostas de alimentação de base vegetal, como francesinhas, hambúrgueres, pizas e outros pratos quentes, ou pastéis, bolos, tartes e gelados, indica a organização.
Para além das comidas, haverá ainda chás de especiarias, batidos, cervejas artesanais e outras bebidas vegetais.
No total, são mais de 30 bancas de comida e bebida, com as quais a organização conta “superar as 4.125 refeições servidas na edição anterior”, estimando chegar este ano às cinco mil refeições ‘plant-based’ (de origem vegetal).
Entre as iniciativas destacadas pela organização, estão previstos 17 espetáculos de teatro, poesia, música ao vivo, dança e magia em colaboração com diferentes organizações parceiras e artistas locais.
A programação inclui igualmente ‘showcookings’ e palestras com personalidades ligadas ao veganismo, além de aulas de pilates, ioga, capoeira, dança e tai chi, atividades com a Casa da Primeira Infância, jogos tradicionais, xadrez e ateliês.
Reutilização, reparação e redução do impacto ambiental
Também está prevista a realização de um mercado de troca de roupa, calçado, acessórios e livros, com o intuito de promover a reutilização de artigos em segunda mão, e uma zona de reparação de objetos avariados, onde os visitantes poderão “aprender a repará-los em vez de os deitar fora”.
A associação Benfazer, responsável pela organização do evento, aposta ainda “na redução, reutilização e reciclagem para minimizar o impacto ambiental”, rejeitando o recurso a geradores a combustível e utilizando loiça compostável ou reutilizável, ou sacos de tecido reutilizado.
Regendo-se pelo “bem-estar social, ambiental e animal”, a organização da feira assumiu que “todas as iniciativas são pensadas para valorizar o cuidado com o corpo e a mente, proteger o meio ambiente e respeitar a vida animal”.
“Nós temos relatos de turistas que percorrem eventos veganos pela Europa e que dizem não conhecer nada assim. É um evento muito diversificado, onde há pequenos palcos espalhados e diversas atividades e apresentações a acontecer em simultâneo”, frisou Domingos Pereira, coordenador da feira, citado no comunicado.
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