Parece um detalhe sem importância, mas deixar os alimentos demasiado tempo ao lume pode alterar aquilo que chega ao prato. A curgete não precisa de ser retirada da alimentação nem há motivo para evitar a frigideira: a atenção deve estar sobretudo na temperatura e em não deixar o legume queimar.
Este legume é consumido de várias formas, desde sopas e estufados até salteados e grelhados. O problema surge quando a confeção é levada ao extremo e aparecem zonas muito escuras ou carbonizadas.
O problema não é simplesmente “fritar”
Ao contrário do que algumas publicações sugerem, não é correto transformar a recomendação numa regra segundo a qual a curgete não pode ser frita.
A preocupação alimentar mais abrangente está relacionada com processos químicos que podem ocorrer quando determinados alimentos são submetidos a temperaturas elevadas, sobretudo quando ficam queimados ou carbonizados.
É por esse motivo que as recomendações de segurança alimentar tendem a aconselhar uma confeção adequada e a evitar o consumo habitual das partes queimadas dos alimentos.
Curgete continua a poder fazer parte da alimentação
Isto não significa que a curgete seja perigosa. Pelo contrário, continua a ser um vegetal que pode integrar uma alimentação variada e equilibrada.
Cozer, cozinhar a vapor, estufar ou saltear são algumas das possibilidades. Mesmo quando se utiliza uma frigideira ou grelhador, o importante é controlar a confeção e evitar que a superfície fique excessivamente tostada ou carbonizada.
A regra pode também ser aplicada a outros vegetais. Pimentos, beringelas ou outros alimentos preparados diretamente sobre uma fonte de calor podem ganhar rapidamente zonas queimadas quando a temperatura é demasiado elevada.
Temperatura e tempo fazem diferença
Quanto maior for a temperatura e mais prolongada a exposição ao calor, maior é a possibilidade de ocorrerem reações químicas indesejáveis nos alimentos.
Isso não transforma automaticamente uma refeição num perigo para a saúde. A exposição, a frequência de consumo, o alimento utilizado e o próprio método de confeção são fatores importantes para avaliar qualquer eventual risco.
Por isso, não há razão para deixar de comer curgete por ter sido preparada numa frigideira. A recomendação mais prudente é bastante mais simples: evitar queimá-la e variar os métodos utilizados na cozinha, de acordo com o jornal espanhol AS.
Formas mais suaves de cozinhar
Preparações a vapor, cozidas ou estufadas permitem cozinhar os legumes sem os sujeitar às temperaturas extremamente elevadas que podem ocorrer numa superfície muito quente ou em contacto direto com uma chama.
No forno também é possível controlar a temperatura e retirar os alimentos antes de começarem a carbonizar.
Mais do que eliminar um determinado método de confeção, a ideia passa por evitar extremos. A curgete pode continuar no prato; aquilo que não é aconselhável é fazer das partes queimadas dos alimentos um hábito.















