A Comissão Política Distrital do CDS-PP Algarve reuniu no passado dia 19 de janeiro, tendo emitido um comunicado político no qual se pronuncia sobre o contexto das eleições presidenciais e a posição do partido na segunda volta do sufrágio.
No documento, a estrutura distrital começa por sublinhar que “as eleições presidenciais são um dos momentos mais exigentes da nossa vida democrática, porque convocam não apenas a escolha de um nome, mas um juízo sério sobre o modelo de sociedade e de Estado que queremos preservar”.
Relativamente à primeira volta, a Direção Distrital do CDS-PP Algarve recorda que assumiu “uma posição de independência crítica, porque entendemos, em consciência, que nenhuma das candidaturas então apresentadas correspondia plenamente à nossa visão institucional da Presidência da República, que deve corresponder a uma magistratura de influência, moderadora, respeitadora da Constituição e colocada ao serviço do bem comum”.
Segundo o comunicado, essa posição foi “clara, responsável e coerente com a tradição do CDS-PP, um partido que sempre soube distinguir entre a disputa partidária e a defesa do regime democrático”.
A estrutura distrital considera que a entrada na segunda volta ocorre “num quadro político mais exigente, onde a neutralidade não pode significar indiferença nem equidistância moral”, defendendo, a propósito, a citação de Freitas do Amaral segundo a qual “o pluralismo democrático exige contenção, equilíbrio e lealdade constitucional, sob pena de se transformar em confronto destrutivo”.
No mesmo texto, o CDS-PP reafirma a sua identidade política, sublinhando que “o CDS-PP é um partido de matriz democrata-cristã, humanista e personalista, ancorado na Doutrina Social da Igreja, que coloca a vida, a dignidade da pessoa humana, a família, a liberdade responsável, a coesão social e o Estado de direito no centro da ação política”. Neste contexto, considera ser necessário afirmar “com clareza política que um Presidente da República não pode ser um fator permanente de conflito institucional, nem um agente de deslegitimação do Parlamento, da Justiça ou do sistema constitucional”.
O comunicado alerta ainda que “a crítica política é legítima e necessária, mas o populismo, o extremismo e a exploração do ressentimento social representam riscos reais para a democracia plural que construímos com tanto esforço”.
Sobre a segunda volta das eleições presidenciais, a Comissão Política Distrital sustenta que “o voto na segunda volta não é, para muitos, uma escolha de afinidade ideológica. É, sobretudo, um ato de responsabilidade, um juízo prudencial sobre quem oferece maiores garantias de estabilidade institucional, respeito pela separação de poderes, defesa das liberdades fundamentais e manutenção de Portugal no espaço europeu e atlântico que sempre foi estratégico para o nosso país”.
O CDS-PP esclarece que não impõe “um sentido de voto, somos democratas e institucionalistas. Respeitamos a consciência individual de cada militante”, mas reafirma que “perante ameaças ao Estado de direito, a prioridade política e moral é inequívoca e deverá defender a democracia, as instituições da República e o quadro constitucional que permite ao centro-direita democrático existir, competir e governar”.
A Comissão Política Distrital conclui apelando à responsabilidade individual, defendendo que “que cada um vote, vote com consciência, vote com sentido de Estado, liberdade e fiel aos valores que sempre fizeram do CDS-PP um pilar responsável da democracia portuguesa”.
O comunicado termina com a citação de Adelino Amaro da Costa: “A democracia não se defende com aventuras nem com radicalismos, mas com instituições fortes, respeito pelas regras e sentido de Estado”.
















