Já estão abertas as inscrições para a conferência que encerra o ciclo promovido pelo urbanista algarvio António Nóbrega dedicado ao tema “Habitação, Urbanismo e Qualidade de Vida”. A iniciativa realiza-se no dia 30 de janeiro, entre as 09:00 e as 16:00, no Hotel Paraíso, em Albufeira, e pretende juntar entidades públicas, ordens profissionais e representantes do setor para discutir medidas e caminhos possíveis perante a atual crise habitacional.
Nesta última sessão do ciclo, António Nóbrega propõe um debate centrado em “Habitação – O Novo Simplex Urbanístico, a Construção em Solo Rural e a Economia Social, como Instrumentos Estruturantes para a Política de Habitação”, numa abordagem que cruza simplificação de procedimentos, capacidade de resposta da construção civil, planeamento do território e soluções assentes na economia social.
A conferência é realizada em parceria, tendo como media partners os jornais Postal do Algarve e diariOnline Região Sul, e conta ainda com a colaboração da ASMIP – Associação de Mediadores do Imobiliário e da DESA Business Solutions.
O encontro terá um tema central – Habitação, Urbanismo e Qualidade de Vida – e inclui quatro painéis. O primeiro incide sobre as alterações ao licenciamento de obras no âmbito do Simplex Urbanístico e a responsabilização de todos os intervenientes. O segundo analisa a construção civil perante a crise da habitação, perspetivas e soluções. O terceiro debate a possibilidade de construir em solo rural como contributo para a resolução da crise, com os respetivos prós e contras. O quarto painel foca-se nas cooperativas de habitação e no seu contributo para a resolução do problema habitacional.
A organização prevê integrar no evento a participação da FENACHE – Federação das Cooperativas de Habitação, sublinhando a experiência histórica do movimento cooperativo, que ajudou a responder a problemas graves de habitação vividos entre as décadas de 70 e 90 do século passado.
Estão também referidas presenças de entidades e organizações como o IHRU – Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, a CPCI – Confederação Portuguesa da Construção Civil, a APPII – Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários, bem como ordens profissionais, designadamente as dos Engenheiros, dos Arquitetos e dos Advogados, entre outras, além de entidades autárquicas.
Para António Nóbrega, simplificar o licenciamento é fundamental, mas só com responsabilização de todos os intervenientes se garante segurança e transparência. Defende ainda que a construção civil é o motor da resposta habitacional, embora enfrente desafios de mão de obra, custos e sustentabilidade que não podem ser ignorados. Quanto à construção em solo rural, considera que pode ser parte da solução, mas apenas com visão estratégica, planeamento e respeito pelo território.
A economia social e as cooperativas de habitação, acrescenta, já mostraram que é possível construir com justiça, participação e acessibilidade. “São mais do que alternativa – também representam uma esperança”, sublinha, defendendo que a crise da habitação exige “respostas concretas, plurais e corajosas”.
Com as inscrições já abertas, a organização apela à participação de profissionais, decisores, autarcas e cidadãos interessados, lembrando que “as soluções dependerão de cada um de nós”.
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