Construída entre penhascos dramáticos e vilas em socalcos que mergulham no azul do Mar Tirreno, esta costa situada a sul de Itália é um dos tesouros mais fotografados da Europa. A apenas cerca de três horas de Portugal, continua a ser um destino de eleição para quem procura paisagens marcantes, património histórico e o encanto típico do Mediterrâneo.
De acordo com o Ekonomista, esta região foi classificada como Património Mundial da UNESCO em 1997, não só pela sua geografia singular, mas também pelo legado arquitetónico e cultural que preserva entre montanhas e mar.
Trata-se da Costa Amalfitana, uma faixa costeira com cerca de 50 quilómetros, que conta com 13 cidades e vilas encadeadas ao longo de uma estrada serpenteante, a SS163, considerada uma das mais cénicas da Europa.
Positano, Amalfi, Ravello: nomes que marcam a viagem
Entre as localidades mais conhecidas estão Positano, com os seus beach clubs e lojas boutique; Amalfi, com a sua catedral e história marítima; e Ravello, suspensa nas colinas e com vista panorâmica sobre o mar. Segundo a mesma fonte, há também pequenas aldeias menos turísticas que oferecem autenticidade e preços mais acessíveis.
Publicações como a Condé Nast Traveler e o guia Lonely Planet já destacaram esta zona como uma das mais belas da Europa. O The Guardian chegou mesmo a descrevê-la como “uma das estradas costeiras mais espetaculares do mundo”, o que ajuda a justificar o fascínio que exerce sobre quem a visita.
Como chegar e quando ir
A forma mais direta de visitar esta região é voar até Nápoles, com voos diretos a partir de Portugal que demoram cerca de três horas. A partir daí, é possível continuar de carro, ferry ou autocarro regional. A época alta vai de abril a outubro, sendo julho e agosto os meses mais concorridos.
Segundo o site Italia.it, os transportes públicos são reforçados no verão, mas o tráfego na estrada pode ser intenso. Alugar carro facilita o acesso a locais menos centrais, embora possa implicar alguns desafios de estacionamento.
Onde ficar e como escolher
Positano e Amalfi têm a maior oferta hoteleira, mas também os preços mais elevados. De acordo com o Ekonomista, vilas como Praiano, Furore e Atrani oferecem alojamento mais em conta e paisagens igualmente deslumbrantes.
É aconselhável reservar com antecedência, sobretudo nos meses de verão. Junho e setembro são meses de menor afluência e clima mais ameno.
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Património entre praias e falésias
Além das praias, a região preserva um extenso património histórico e religioso. Destacam-se a Catedral de Amalfi, os jardins de Villa Rufolo e Cimbrone em Ravello e a Gruta Esmeralda, junto à costa.
Refere a mesma fonte que também se destacam a Torre Normanda em Maiori, vestígios romanos em Minori e igrejas barrocas em Vietri sul Mare. Em Furore, a produção vitivinícola marca o ambiente rural, enquanto Cetara mantém viva a pesca da anchova.
O Caminho dos Deuses: trilho com vista
Para quem prefere caminhadas, o Sentiero degli Dei (Caminho dos Deuses) é um dos percursos mais famosos da região. Com 6,5 km, liga Bomerano a Nocelle, na encosta de Positano. O trilho não é técnico, mas requer alguma preparação física.
De acordo com o Italia.it, o percurso oferece vistas amplas sobre o litoral e dura entre duas a três horas. Recomenda-se levar água e proteção solar, dado que há pouca sombra ao longo do caminho.
Pequenas praias com grandes paisagens
Esta costa não tem grandes extensões de areia, mas sim enseadas pedregosas e águas cristalinas. A Spiaggia Grande, em Positano, é a mais procurada, mas há outras opções como Arienzo, Fornillo ou Atrani.
Conforme o Ekonomista, muitas praias são concessionadas e requerem pagamento para utilização de espreguiçadeiras, mas existem zonas públicas, embora de espaço reduzido e bastante disputadas nos meses de verão.
Um destino para todos os sentidos
Entre o som do mar, o aroma dos limoeiros e a vista das casas coloridas nas encostas, este destino na Europa reúne natureza, cultura e gastronomia numa combinação difícil de igualar. A proximidade com Portugal torna-o ainda mais acessível para uma escapadinha prolongada ou uma viagem de verão.
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