A gestão do espaço em casa é, para muitos, uma questão de rotina. Especialmente em contextos urbanos, onde os espaços habitacionais tendem a ser reduzidos, encontrar soluções práticas para guardar vestuário pode fazer diferença. É neste enquadramento que um método japonês tem vindo a ganhar destaque, apontado como capaz de duplicar o espaço disponível no armário.
Popularizado pela autora e consultora de organização Marie Kondo, o sistema de dobragem vertical propõe uma abordagem diferente da habitual. Em vez de empilhar as roupas horizontalmente, o método consiste em dobrá-las de forma a ficarem posicionadas na vertical, lado a lado, como se fossem documentos arquivados.
Esta organização, partilhada pelo site Projeto de Mãe, permite que todas as peças estejam visíveis ao mesmo tempo e reduz a necessidade de remexer em toda a gaveta à procura de um item específico.
Dobrar com método, guardar com propósito
O processo de dobragem segue uma sequência simples. Por exemplo, no caso das camisolas, começa-se por estender a peça, dobrar as mangas para dentro, depois a peça em três partes na horizontal e, por fim, em duas ou três na vertical — consoante a profundidade da gaveta.
Para casacos ou peças mais volumosas, a técnica adapta-se com pequenas alterações, formando pacotes compactos que ocupam menos espaço.
Organização por categorias e cores
Outra característica do método japonês passa por agrupar peças por categorias e dispor as cores do tom mais escuro para o mais claro: esta lógica cromática facilita a escolha das peças e contribui para uma arrumação mais intuitiva no armário.
Nas gavetas, a utilização de divisórias — como caixas reaproveitadas — permite separar roupa interior, meias ou acessórios de forma eficaz. Estes elementos contribuem para manter a organização ao longo do tempo.
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Mais do que espaço: uma filosofia
Associada ao método de dobragem está a filosofia KonMari, desenvolvida por Marie Kondo. Um dos princípios é a selecção consciente do que se mantém em casa, a partir da pergunta: “Este objeto traz-me alegria?”
Itens que já não são utilizados devem ser descartados, preferencialmente por via da doação. Este exercício de triagem não pretende apenas libertar espaço físico, mas também promover um ambiente mais funcional.
Agradecer o que já serviu
Outra prática incluída no processo é o ato simbólico de agradecer às peças antes de as deixar ir. Embora possa parecer estranho, este gesto visa reforçar a dimensão emocional do desapego.
A categorização também é incentivada: peças de uso frequente, de uso ocasional e peças de valor emocional são separadas, sendo recomendada uma limitação clara ao espaço reservado para estas últimas.
Apoios para manter o sistema
Além da dobragem, o sistema inclui sugestões para manutenção. Cabides finos e uniformes são preferidos para peças penduradas, ajudando a maximizar o espaço e uniformizar o visual.
Caixas transparentes permitem visualizar o conteúdo sem necessidade de abrir cada uma, otimizando a arrumação em espaços pequenos. A etiquetagem de cada caixa reforça o controlo visual e funcional do sistema.
Aplicação transversal
O método não se limita à roupa. Pode ser adaptado a outras áreas da casa, como escritórios ou despensas. Por exemplo, caixas de sapatos podem ser utilizadas para guardar documentos ou utensílios diversos.
Organizadores de porta são uma solução comum para produtos de limpeza ou outros materiais frequentemente usados. A reutilização de materiais domésticos é uma constante nesta abordagem.
Manutenção ao longo do tempo
O sistema prevê também uma rotina de manutenção simples. Estabelecer um tempo diário para guardar os itens utilizados é um dos hábitos sugeridos para evitar o retorno ao desorganizado.
Outra regra que se destaca é a do “um entra, um sai”: sempre que uma nova peça é adquirida, outra é retirada, evitando o aumento progressivo do volume.
Revisões sazonais permitem adaptar o sistema às necessidades de cada estação, avaliando o que permanece útil e o que já pode ser dispensado.
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