A morte de Siresp, o cão que durante anos acompanhou o dia a dia dos Bombeiros de Carcavelos e São Domingos de Rana, marcou profundamente a corporação e a comunidade local. Conhecido como a “mascote do quartel”, o animal foi recordado como uma presença constante, próxima dos operacionais e de quem passava pelo espaço.
De acordo com a publicação feita pelos próprios bombeiros nas redes sociais, a notícia foi comunicada com “profundo pesar”, numa mensagem onde o grupo descreveu o animal como um “fiel amigo” e um “verdadeiro camarada”.
A despedida aconteceu quando Siresp seguia para o Hospital Veterinário do Restelo, naquela que acabou por ser a sua última viagem. A corporação explicou que o momento foi vivido com grande peso emocional, depois de vários anos de convivência diária.
Decisão tomada após avaliação médica
A eutanásia foi decidida após uma avaliação clínica detalhada, realizada pelo médico veterinário que acompanhava o animal. O estado de saúde tinha-se agravado de forma irreversível. Os bombeiros explicaram que, perante esse cenário, a prioridade passou por evitar sofrimento. “Sendo a nossa principal missão aliviar o sofrimento, tomou-se a difícil decisão de o deixar descansar em paz”, escreveram.
Ao longo dos anos, Siresp tornou-se uma figura familiar dentro do quartel. A sua presença ultrapassava a ideia de simples animal de companhia, assumindo um papel simbólico e afetivo entre os operacionais. Escreve a corporação que o cão “trouxe imensa alegria, lealdade e conforto” não só aos bombeiros, mas também aos cidadãos que visitavam o quartel. A ligação construída acabou por transformar Siresp num elemento reconhecido por todos.
Nome que ficou ligado ao quartel
A escolha do nome não passou despercebida. Siresp tornou-se rapidamente uma referência interna e uma espécie de identidade paralela à rotina da corporação, acompanhando formações, momentos de pausa e o ambiente diário da parada. Refere a mesma fonte que a ausência do animal será agora sentida de forma particular naquele espaço. “A sua presença na parada fará muita falta”, pode ler-se na homenagem publicada.
Além do impacto dentro do quartel, a morte de Siresp gerou também várias reações da comunidade, que ao longo dos anos se habituou à sua presença e proximidade. Os bombeiros aproveitaram ainda para agradecer as várias mensagens recebidas, bem como o carinho demonstrado ao longo do tempo. A relação entre Siresp e os visitantes acabou por criar uma ligação que foi além das paredes do quartel.
Leia também: Dois irmãos pintaram uma rua de 65 metros no Alentejo para apoiar Portugal no Mundial e os vizinhos quiseram ajudar















