O desaparecimento de Chutou, um cão conhecido nas redes sociais chinesas pelas viagens que fazia ao lado do dono, terminou de forma trágica após um furto. O animal, que tinha oito anos e acompanhava Guo em várias aventuras registadas online, foi furtado da casa dos pais do tutor e acabou vendido a um restaurante por 22,41 euros.
De acordo com o jornal South China Morning Post, Chutou e o dono tinham construído uma comunidade com mais de 1,5 milhões de seguidores, atraídos pelas viagens e pelo comportamento tranquilo do animal. A ausência repentina do cão, a 11 de maio, causou preocupação entre quem acompanhava a rotina dos dois.
Na altura, Guo encontrava-se em viagem para o estado da Georgia, nos Estados Unidos, e tinha deixado o animal em casa dos pais. Foi nesse período que o cão desapareceu, levando a família a procurar imagens de videovigilância para perceber o que tinha acontecido.
Imagens revelaram o furto
As gravações mostraram dois homens numa bicicleta elétrica a levar o animal. Perante isso, Guo decidiu regressar mais cedo para tentar encontrá-lo.
Dias depois, escreve o jornal, conseguiu localizar um dos homens envolvidos e ofereceu 10.000 remimbi, cerca de 1.293 euros, em troca da devolução do cão. Mas nessa altura já era tarde.
Vendido por 180 remimbi
O homem terá dito que pensava tratar-se de um cão vadio e que o animal o seguiu espontaneamente. Guo rejeitou essa versão, explicando que Chutou usava coleira com GPS e estava dentro de uma propriedade vedada.
Confrontado, o suspeito acabou por admitir que vendeu o cão a um restaurante por 180 remimbi, o equivalente a 22,41 euros. A reação foi fria. “O cão está morto, por isso não te chateies. Eu não infringi a lei”, terá dito, refere a mesma fonte.
Procura por um último sinal
Guo deslocou-se ao restaurante e falou com um funcionário envolvido no abate do animal. Tentou recuperar algum objeto ou pelo menos algo que lhe permitisse guardar uma memória de Chutou. A resposta foi curta. “O pelo foi deitado fora há muito tempo”, contou o trabalhador, segundo a publicação.
O tutor apresentou queixa às autoridades e entregou provas do roubo. No entanto, a legislação chinesa só permite avançar criminalmente se o valor do bem roubado ultrapassar os 2.000 remimbi, cerca de 255 euros. Sem leis específicas para proteger animais de companhia, casos como este acabam muitas vezes limitados a compensações civis.
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