A chegada dos Vision Pro da Apple ao mercado no início de 2025 marcou uma nova etapa no desenvolvimento da realidade aumentada. Mas Mark Zuckerberg, cofundador e CEO da Meta, considera que o verdadeiro passo de transformação tecnológica não está nos capacetes imersivos, mas sim nos óculos inteligentes. Para o empresário, estes dispositivos podem substituir os telemóveis como principal plataforma de computação.
Óculos em vez de telemóveis
Em entrevista ao canal Tiff in Tech, no YouTube, em 2024, Zuckerberg afirmou que os óculos inteligentes serão a próxima grande plataforma tecnológica. De acordo com o site Notícias ao Minuto, o líder da Meta acredita que a mudança ocorrerá ao longo da próxima década, quando cada vez mais funcionalidades hoje associadas ao telemóvel passarem a estar disponíveis em óculos.
Segundo a mesma fonte, Zuckerberg sublinhou que os dispositivos móveis continuarão a existir, mas tenderão a passar mais tempo guardados nos bolsos, dado que será possível realizar a maioria das tarefas a partir dos óculos.
Ideias já defendidas antes
Esta perspetiva não é inédita. Escreve o portal de notícias que, em setembro do ano passado, o empresário já tinha partilhado visão semelhante numa entrevista ao site The Verge. Nessa ocasião, antecipou que, a partir dos anos 2030, os óculos inteligentes teriam um papel central na vida quotidiana.
Acrescenta o Notícias ao Minuto que Zuckerberg salientou a existência de um a dois mil milhões de utilizadores de óculos em todo o mundo, o que representa uma base sólida para uma transição tecnológica.
Refere a mesma fonte que, na sua opinião, os atuais utilizadores irão atualizar gradualmente os modelos convencionais para versões inteligentes, enquanto muitas outras pessoas que não usam óculos poderão começar a utilizá-los.
O percurso de Zuckerberg
Para além da aposta na realidade aumentada, o empresário é conhecido pelo papel central na evolução da Meta. Explica a Meta que Mark Zuckerberg fundou o Facebook em 2004 e manteve-se na liderança da empresa até à mudança de nome para Meta em 2021, de forma a refletir a aposta no metaverso e em experiências imersivas.
Conforme a mesma fonte, a sua atividade não se limita à tecnologia. Com a esposa Priscilla Chan fundou em 2015 a Iniciativa Chan Zuckerberg, organização dedicada a áreas, como saúde, educação e apoio comunitário, através de projetos de investigação e desenvolvimento de soluções tecnológicas.
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