O recente apagão que deixou Portugal e Espanha sem eletricidade durante várias horas mostrou como estamos dependentes do telemóvel e da internet para aceder a informação e notícias. Mas quando a bateria acaba e o sinal desaparece, como podemos continuar a acompanhar o que se passa?
A resposta pode estar num dos equipamentos mais antigos e fiáveis de qualquer casa: o rádio a pilhas. Simples, autónomo e eficaz, continua a ser um dos meios mais seguros para receber informação atualizada durante falhas de energia prolongadas.
Porque é que o rádio continua a ser uma ferramenta essencial?
De acordo com recomendações da Proteção Civil da União Europeia, o rádio portátil deve fazer parte de qualquer kit de emergência.
Em cenários de falhas graves na rede elétrica ou de comunicações, as emissoras de rádio mantêm-se ativas, garantindo atualizações em tempo real.
Segundo o Ekonomista, a União Europeia inclui expressamente os rádios a pilhas ou manivela nas listas de equipamentos recomendados para 72 horas de autonomia familiar em emergências.
Que tipo de rádio deve procurar?
O ideal é optar por um rádio portátil que funcione a pilhas AA ou AAA, fáceis de encontrar e de armazenar. Existem também modelos híbridos, que incluem carregamento via USB, painel solar ou até manivela para produção de energia manual.
Conforme a mesma fonte, os modelos de emergência mais completos combinam várias fontes de alimentação, garantindo maior durabilidade em situações imprevisíveis.
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FM: o canal mais fiável
É fundamental garantir que o aparelho capta emissões em FM, a faixa onde estão sintonizadas a maioria das estações generalistas, públicas e privadas. Algumas rádios operam também em AM (onda média), útil em áreas mais isoladas.
Escreve o Ekonomista que, em alguns países, os alertas de emergência pública são emitidos em FM. Em Portugal, a Antena 1 é tradicionalmente o canal a seguir para atualizações oficiais em tempo real.
Modelos com lanterna e porta USB
Alguns rádios incluem lanternas LED, alarmes sonoros e portas USB para carregar telemóveis em caso de necessidade. A capacidade de carga é limitada, mas suficiente para uma chamada ou envio de mensagem urgente.
Segundo a mesma fonte, esta funcionalidade é comum em rádios de emergência compactos, muitas vezes disponíveis em lojas de desporto ou plataformas online.
Como garantir que o rádio está operacional?
Tal como outros equipamentos de emergência, o rádio deve ser testado periodicamente. Verifique a receção de sinal e substitua as pilhas anualmente, mesmo que não tenham sido usadas, para evitar fugas ou danos.
Conforme o Ekonomista, as pilhas devem ser guardadas fora do aparelho e em local seco, longe do calor e da humidade, para conservar a sua carga.
Onde guardar e quando usar?
O rádio deve estar acessível, num armário central ou incluído no seu kit de emergência. Idealmente, deve estar junto a lanternas, velas, isqueiros, medicamentos, água engarrafada e alimentos não perecíveis.
Mesmo fora de contextos extremos, o rádio pode ser útil durante tempestades, falhas localizadas de energia ou sempre que as redes digitais falhem.
Uma solução simples para tempos incertos
Num mundo cada vez mais digital, o rádio portátil continua a garantir uma ligação direta com o exterior, mesmo nos momentos em que a rede ou a eletricidade desaparecem, como num apagão. E por menos de 20 euros, é um investimento que pode valer mais do que parece.
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