Que República? | Por José Figueiredo Santos
Porque o verdadeiro problema talvez esteja numa palavra aparentemente inocente e tão usada em nome de todos: o “nós”, aponta José Figueiredo Santos
Porque o verdadeiro problema talvez esteja numa palavra aparentemente inocente e tão usada em nome de todos: o “nós”, aponta José Figueiredo Santos
“Desde então, continuamos a tentar convencer as mulheres de que há frutas que não lhes pertencem”, relembra José Figueiredo Santos
“Nos tempos de antanho, quando um texto não era compreendido, suspeitava-se do autor. Agora a suspeição recai no leitor”
“Então explique-me uma coisa: por que razão tantos portugueses precisam de pagar no privado aquilo que já pagaram ao público?”
“Antes de legislar sobre alguém, seria talvez razoável escutar esse alguém. (…) Escutar significa apenas reconhecer que o outro existe”
“Contratar uma banda punk, e depois escandalizar-se porque ela se comportou como tal, é quase como contratar um incendiário para animar uma festa e, no fim, mostrar-se surpreendido por encontrar a sala em labaredas”
“Talvez o SNS não esteja a gozar com os doentes. Talvez apenas tenha decidido que, se a saúde vai mal, ao menos o turismo interno não abrande”
“Já se pode morrer de password errada, de um campo por preencher ou de um atrevido algoritmo que decidiu, por decreto digital, que um cidadão deixou de cumprir os requisitos mínimos para estar doente”
“Conseguiram transformar uma garrafa de água num processo administrativo com mais etapas do que algumas candidaturas à função pública, mesmo as que já têm os candidatos marcados.”
“Se a Justiça do Condado já era conhecida pela lentidão, agora pode passar a sê-lo pela sua veia artística”
“Desde Saramago que não tínhamos ninguém assim, que, embora num outro registo, pudesse produzir um tratado filosófico de estratégia futebolística”
– “Há gente a beijar-me o rabo!” Exclama Trump, na profusa convicção da sua condição de avatar
“O culto laico da Páscoa contemporânea é, também ele, da ordem da hiper-realidade, da simulação, uma cultura em falha que nos é imposta pela pobreza litúrgica do mercado.”
Ao que parece, temos cada vez mais dificuldade de conviver e de aceitar os que “são de fora”, dando alento ao poderoso conceito do eterno retorno de Nietzsche