Dormir é essencial para a saúde, mas o colchão onde passa várias horas por noite pode conter substâncias químicas potencialmente prejudiciais. O alerta é feito por oncologistas, que recomendam atenção aos materiais utilizados no fabrico destes produtos.
Segundo especialistas citados pela revista Parade, alguns colchões podem conter compostos químicos conhecidos como éteres difenílicos polibromados (PBDEs), utilizados no passado como retardadores de chama.
De acordo com o Notícias ao Minuto, um estudo publicado em 2024 na revista científica JAMA associou uma maior exposição a estes compostos a um aumento significativo do risco de desenvolver determinados tipos de cancro.
Substâncias podem interferir com as hormonas
O hematologista e oncologista Mikkael Sekeres explica que os PBDEs são considerados disruptores endócrinos, ou seja, substâncias capazes de interferir com o funcionamento normal das hormonas.
Segundo o especialista, estas substâncias podem alterar a forma como o organismo regula processos fundamentais como o crescimento, o desenvolvimento, a reprodução e o equilíbrio energético.
Além dos PBDEs, o médico refere também os PFAS, compostos químicos utilizados em alguns colchões para melhorar a impermeabilização e que têm sido associados a vários problemas de saúde.
Fabricantes têm reduzido utilização
Apesar dos alertas, os especialistas sublinham que muitos fabricantes já reduziram ou eliminaram a utilização destes compostos químicos, sobretudo devido às alterações na legislação e à crescente preocupação dos consumidores.
Ainda assim, recomendam que, na compra de um colchão novo, sejam privilegiados modelos com menos materiais sintéticos e derivados do petróleo.
Também aconselham a evitar, sempre que possível, colchões com grandes quantidades de espuma sintética, plásticos ou fibra de vidro.
Estilo de vida continua a ser o fator mais importante
Os oncologistas lembram, no entanto, que a exposição a estes produtos representa apenas um dos muitos fatores que podem influenciar o risco de cancro.
Segundo Mikkael Sekeres, manter uma alimentação equilibrada, praticar exercício físico regularmente, evitar o tabaco, moderar o consumo de álcool e controlar o peso continuam a ser as medidas com maior impacto na prevenção da doença.
Cinco sinais de cancro que não devem ser ignorados
A organização britânica Teenage Cancer Trust alerta igualmente para alguns sintomas que justificam avaliação médica, sobretudo quando persistem ou não têm uma explicação evidente.
Entre os sinais mais frequentes estão o aparecimento de nódulos ou inchaços, cansaço persistente, alterações inexplicáveis de peso, dores contínuas e mudanças no aspeto de sinais ou manchas na pele.
Os especialistas reforçam que estes sintomas não significam necessariamente a existência de cancro, mas aconselham a procurar avaliação médica caso se mantenham ou agravem, uma vez que o diagnóstico precoce continua a aumentar significativamente as probabilidades de tratamento com sucesso.
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